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domingo, 19 de novembro de 2017

Boas-Vindas, Bebê 2 - é leitura obrigatória para os pais

Esse ótimo livro da pediatra Dra. Ana Escobar é leitura obrigatória  para mães e também pais que, como eu, se interessam em aprimorar os conhecimentos na lida com os pequenos. No volume, a Dra. Ana aborda assuntos como segurança no lar,  possíveis acidentes, doenças, bem como as medidas necessárias que devem ser tomadas nas situações mencionadas, dentre outras. Depois da leitura,  minha esposa e eu nos sentimos mais seguros com certos aspetos na lida com nosso bebê. Aliado ao seu pediatra e a outros livro que dizem respeito ao assunto, esse exemplar é uma excelente ferramenta para mães e pais. Em recomendo Boas-Vindas, Bebê 2.

'No segundo volume, Dra Ana Escobar tira as dúvidas dos pais de crianças entre três meses e dois anos de idade. Passados os primeiros três meses após o nascimento, os pais se veem diante de novos desafios e a Dra Ana Escobar continua ajudando as famílias a lidar com as dúvidas em Boas-vindas, bebê 2. A autora dedica este volume a um período de intenso desenvolvimento na vida das crianças, dos três meses aos dois anos. 'Nesta fase, os pequenos passam a se locomover, a conhecer o espaço que os cerca, a entender a dinâmica das relações familiares e as regras de boa convivência social, aprendem a falar, ouvir e se comunicar'. Assim como no primeiro livro, a Dra Ana Escobar se baseou nas dúvidas mais frequentes ouvidas ao longo de 30 anos de experiência como pediatra. Os capítulos abordam temas como - a alimentação; a chegada dos dentes de leite; o desenvolvimento motor; o desenvolvimento da linguagem e o sono. A autora destaca a importância da vacinação e explica como lidar com possíveis reações. No fim da edição, a pediatra trata dos acidentes mais frequentes, com orientações de primeiros socorros em caso de queimaduras, engasgo, quedas e outros imprevistos. A Dra Ana apresenta dicas que se adaptam à realidade de diferentes famílias e trata da escolha entre creche, berçário ou contratação de um cuidador. Para a mãe que optou por cuidar das crianças em tempo integral, ou a que voltará para o mercado de trabalho, há informações que a ajudarão a lidar com as inseguranças trazidas pela maternidade e curtir os primeiros anos de vida do filho com mais tranquilidade.'

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

É normal que tão que tão pequeno meu bebê já pareça bravo?

Sim, é possível, embora não seja a mesma raiva que os adultos sentem. Antes dos 6 meses, as crianças não chegam a ter variações de humor, tendendo simplesmente a chorar por fome, sede, cansaço, desconforto (fralda molhada ou suja, frio ou calor) e dor. Porém, à medida que crescem, novas emoções vão aparecendo, incluindo a frustração. 
"É exatamente a partir daí que os limites precisam começar a ser colocados, pela própria segurança do bebê", afirma o médico Fábio R. Picchi Martins, que tem mais de 25 anos de experiência na área de pediatria. Segundo ele, se isso não ocorrer, "estamos condicionando a criança a ter suas solicitações sempre feitas dessa maneira (através do choro ou da birra)". 
Ao contrário das crianças um pouco mais velhas, braveza e frustração em bebês costumam ser evitáveis ou facilmente contornadas. 
Se o seu filho parece chateado com algum brinquedo, tente trocar por outro; e se ele ficou bravo porque você não o deixou brincar com seu celular, pegue-o no colo e leve até perto da janela para ver o movimento da rua. Há sempre uma boa chance de que uma mudança de atividade acalme a criança -- lembre-se de que, nesta idade, dificilmente um bebê permanece mais que cinco minutos com o mesmo brinquedo. 
Outro problema que pode gerar alterações de comportamento é a falta de rotina. Atrasos no horário de dormir ou comer podem transformar qualquer anjinho na criança aparentemente mais brava do mundo. 
E veja se naquele horário do fim da tarde, quando sempre dá a impressão de que tudo piora, o bebê não está se comportando mal por ter sido estimulado demais durante o dia ou ter tido o soninho encurtado pela presença de visitas na casa. 
Sinais de frustração também tendem a aparecer quando o bebê está prestes a alcançar um novo marco de desenvolvimento, como sentar ou engatinhar, mas ainda não chegou lá. 
Pode ser que ele tente pegar um brinquedo do outro lado da sala e não consiga, gerando algum tipo de reclamação, quer seja o choro ou uma cara muito brava! 
Certifique-se apenas de que seu filho não está constantemente irritado porque isso pode ser sinal de cólica ou até outro problema que precisará de atenção médica especial. Vale a pena conversar com o pediatra se for algo que a esteja incomodando.

Fonte: babycenter

sábado, 11 de novembro de 2017

BISFENOL: PERIGO PRESENTE EM MAMADEIRAS

A mamadeira que você usa para alimentar seu filho pode oferecer riscos à saúde dele. A matéria-prima para a confecção de mamadeiras, o plástico, tem como componente uma substância denominada Bisfenol A.
Bisfenol A entra na composição do plástico para oferecer maleabilidade, ou seja, sem ela o plástico fica duro e quebradiço. Estudos mostram que o acúmulo deste aditivo pode provocar câncer, está também associado à puberdade precoce em meninas, uma vez que imita o hormônio Estrogênio. A substância em questão também está presente em outros objetos plásticos, mas veja agora por que crianças são alvo principal:

A contaminação

Quando aquecemos líquidos dentro da mamadeira, como o leite, por exemplo, esta desloca seus componentes (dentre eles o Bisfenol) para o líquido, sendo assim, o alimento vai ficar contaminado pelas substâncias presentes no plástico da mamadeira. Como as crianças são mais frágeis, acabam se tornando as maiores vítimas.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a quantidade de Bisfenol A presente em mamadeiras (0,6 mg/Kg) não afeta a saúde. Em contrapartida, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), aconselha a suspensão do uso alegando não haver níveis seguros: “na dúvida é melhor não arriscar”.
Mas existem alguns plásticos que não contêm tal substância, é o chamado BPA-free, e por isso sua utilização vem crescendo muito, principalmente em países de primeiro mundo, como os Estados Unidos por exemplo.
O melhor seria substituir a mamadeira de seu filho pelo copinho para servir líquidos, segundo especialistas, este método é mais seguro, uma vez que as mamadeiras são suspeitas de causar danos às articulações faciais e provocar alterações ortodônticas.

Por Líria Alves
Graduada em Química

70 milhões de brasileiros vivem em deserto de notícias

Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo em parceria com o Volt Data Labpublica nesta edição especial do Observatório da Imprensa o “Atlas da Notícia“, levantamento inédito com base em jornalismo de dados sobre a presença ou ausência da imprensa em todo o território nacional.

Foram identificados, nessa primeira etapa do projeto, 5.354 veículos — entre jornais impressos e sites —, em 1.125 cidades de 27 unidades federativas. Um universo que compreende aproximadamente 130 milhões de pessoas, mais de 60% da população brasileira.

Para se entender o conceito de “desertos de notícias”, é preciso, entretanto, olhar para os espaços não contemplados na pesquisa: 4.500 municípios representando 70 milhões de habitantes não têm registros de meios noticiosos impressos ou digitais.

“O Atlas da Notícia é, antes de mais nada, uma ferramenta para conseguirmos enxergar quais as localidades mais carentes de jornalismo no Brasil”, explica Sérgio Spagnuolo, editor do Volt Data Lab, agência de jornalismo de dados que conduziu o levantamento e a pesquisa. “Dessa forma, ao criar conhecimento sobre esses desertos informativos, o Atlas servirá como ponto de partida para entendermos melhor a configuração do jornalismo no país.”

Esta legião de brasileiros — quase 35% da população nacional — não dispõe de notícias sobre sua própria comunidade, vivendo nos chamados “desertos de notícias”, onde não se cobre, entre outras coisas, nem a Prefeitura ou a Câmara Municipal. Não há, nesses territórios, a produção jornalística, o que compromete a capacidade decisória dos cidadãos.

O Atlas é um ponto de partida necessário para possíveis pesquisas imersivas nesses vazios e também nas comunidades em que o jornalismo está presente. Em função do caráter quantitativo do nosso primeiro levantamento, ainda não se pode avaliar a integridade — qualitativa — da prática profissional jornalística.

Num momento de mudanças de paradigmas e de emergência da ideia de pós-verdade, é necessário se voltar a perguntas básicas, como: para que servem as notícias locais ou regionais? Como elas se relacionam com uma noção mais ampla de cidadania?

O projeto se inspira no America’s Growing Deserts of News da revista Columbia Journalism Review. Os números apurados pelo Volt Data Lab se baseiam em três fontes de informações: Secretaria de Comunicação do Governo Federal, Associação Nacional de Jornais (ANJ), além de uma campanha de crowdsourcing.

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Fonte: Observatório da Imprensa

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Ler antes de dormir melhora o sono e diminui o estresse

Você tem dificuldade de se desligar dos problemas e, por isso, demora a pegar no sono?
Ou costuma ter noites agitadas e, mesmo depois de passar um bom tempo na cama, acorda cansado?
Pois é bem possível que, ao adotar o hábito de ler, um pouco antes de dormir, você consiga relaxar mais.
Pelo menos é o que diz uma pesquisa da Universidade de Sussex, no Reino Unido.
O levantamento mostrou que ler é uma estratégia mais eficaz, para diminuir o estresse, do que ouvir música ou caminhar.
Durante o estudo, os voluntários chegaram a amenizar em 68% o nível de tensão ao folhear um livro por alguns minutos.
A justificativa dos pesquisadores para os resultados encontrados é a de que, ao acompanhar uma história, nos desligamos, temporariamente da nossa realidade. Ocorre um alívio das tensões musculares e uma diminuição significativa no ritmo dos batimentos cardíacos.
A psicóloga Lucia Novaes, professora do Instituto de Psicologia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), confirma que, na prática, esses benefícios também podem ser notados.
“A experiência clínica demonstra que a leitura pode funcionar como estratégia de controle do estresse. Se for feita poucos minutos antes de irmos para a cama, também contribui para um sono melhor”, diz.
Porém, para que o livro seja capaz de proporcionar todos esses benefícios, é preciso que o assunto e o gênero despertem uma sensação de bem-estar em quem está acompanhando a história.
“Essa é uma questão muito individual, que depende do gosto e do estado emocional do leitor. Mas, de maneira geral, indicamos que, antes de dormir, sejam evitados os livros cujo enredo deixe o leitor em estado de alerta”, diz a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da ISMA-BR (International Stress Management Association no Brasil). Ou seja, nada de livros de suspense, ação, despertem medo, angústia ou outros sentimentos ruins. Histórias desse tipo podem provocar o efeito contrário ao desejado.
Em contrapartida, boas sugestões de leitura na cama são os livros de contos, poesias e os romances, porque não deixam o leitor ansioso para saber o que acontecerá no próximo capítulo. A literatura de humor também funciona. “Aquele livro que provoca um sorriso vai ser muito saudável por promover a liberação de endorfina, o hormônio do bem-estar, que reduz a tensão muscular, baixa a frequência cardíaca e leva a atividade mental para uma onda mais baixa”, afirma Ana Maria.
Da mesma forma, leituras ligadas à religião praticada pelo leitor, assim como revistas sobre temas mais amenos, também podem provocar o relaxamento. E como a ideia é induzir ao sono, o ideal é ler no papel, e não em tablets, smartphones ou no computador.
“A melatonina, o hormônio regulador do sono, só é liberado quando o ambiente está mais escurinho, iluminado por um abajur, por exemplo. A luz dos equipamentos eletrônicos pode dificultar a produção dessa substância”, diz a psicóloga Denise Pará Diniz, coordenadora do setor de gerenciamento de estresse e qualidade de vida da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Para que o relaxamento proporcionado pela leitura seja efetivamente sentido, e perdure, é importante que o ambiente em que se pratica o hobby seja tranquilo, propício para a concentração. Já a posição para a leitura não importa e deve ser escolhida de acordo com a sensação de conforto que proporciona a quem está com o livro em mãos. “Para pessoas que têm insônia, o mais indicado é ler fora da cama, em uma poltrona ao lado, por exemplo. E só ir para a cama quando o sono vier”, explica Lucia.
O ambiente interno também precisa ajudar. “Não importa o quanto o livro é relaxante. Se você não consegue se desligar e fica preso a pensamentos que geram tensão, será impossível descansar”, afirma Denise. Assim, durante a leitura, é preciso evitar a tentação de resolver problemas mentalmente. É imprescindível se concentrar no texto para poder tirar proveito do hábito.
E os especialistas afirmam que mesmo quem não tem o costume de ler pode se beneficiar com a prática, se estiver realmente disposto a mudar um pouco a rotina. “É possível que, com o tempo e com as obras apropriadas, o iniciante transforme a leitura em hobby e passe a aproveitar cada vez mais esse hábito, que é bastante saudável”, diz a psicóloga Lucia Novaes.

Liga da Justiça: Warner constrói cenários reais dedicados aos super-heróis em exposição

Experiência imersiva contempla espaços personalizados de Aquaman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash e Ciborgue.
Liga da Justiça teve um evento de divulgação bem bacana, em Londres, no fim de semana. A Warner Bros. recriou os locais mais identificáveis de cada membro do grupo: o bar onde o Batman (Ben Affleck) encontra o Aquaman (Jason Momoa), a tecnológica batcaverna, o escritório de Diana Prince (Gal Gadot), a base do Flash (Ezra Miller) e os Laboratórios STAR do Ciborgue (Ray Fisher). Outro aspecto curioso é que a experiência imersiva foi criada ao vivo, além de gravada. Confira a construção dos cenários no site do Adoro Cinema

domingo, 27 de agosto de 2017

A Torre Negra

Stephen King é um dos autores mais adaptados para o cinema da história. Ao longo de mais de quatro décadas, foram mais de 40 versões de seus livros que ganharam vida nas telas do cinema ou da TV, sendo que alguns se tornaram clássicos, como O IluminadoConta Comigo e Um Sonho de Liberdade. Curiosamente, levou mais de 30 anos para que sua franquia literária de maior sucesso ganhasse a vida em Hollywood.

Lançada em 1982, a saga de livros A Torre Negra é um caso raro de continuações na carreira de King. A obra sempre chamou a atenção de diretores e produtores cinematográficos, que tentam adaptar a mesma há mais de 20 anos. Foram inúmeros os projetos cancelados ao longo dos tempos. Até agora. A franquia finalmente chega nas salas de cinema com A Torre Negra.

Produzido por Ron Howard - que por anos esteve envolvido no projeto como possível diretor -, o novo longa é uma adaptação para os dias de hoje do primeiro livro "O Pistoleiro". A ideia da Sony é produzir filmes e até uma série de TV seguindo a história, embora isso esteja longe de ser confirmado, uma vez que os números do novo longa estão bem longe de serem excepcionais.

A trama gira em torno de Jake (Tom Taylor), um jovem garoto que vive com a mãe e o padrastro em Nova York. Ele sempre foi uma criança feliz, mas de uns tempos para cá começou a ter um sonhos estranhos, mas muito realistas. Ele sonha sobre um mundo paralelo, em que o temido Homem de Preto (Matthew McConaughey) tenta derrubar a Torre Negra e acabar com a última linha de defesa do universo. A única pessoa que pode impedi-lo é o Pistoleiro (Idris Elba), um sujeito atormentado pelo passado, que pensa mais em sua própria vingança do que nos problemas do mundo. Com o tempo, Jake vai descobrindo que seus sonhos são reais e que ele mesmo está sob a ameaça do Homem de Preto.

Baseado em uma obra literária complexa, o filme, no entanto, é bem simples. E, pior, completamente genérico. A verdade é que estamos diante de apenas mais uma aventura de ficção/fantasia. Não oferece nada de novo e investe em clichês mais que conhecidos da sétima arte e do cinema infanto-juvenil. Aí está outra questão, ao contrário da maioria das adaptações de King, que seguem um tom mais adulto, aqui estamos diante de uma obra mais amigável para o público mais novo.

Escrito por quatro profissionais (o que nunca é um bom sinal), o roteiro é falho, simplório e por vezes desinteressante. É salvo em alguns momentos pelo visual bem desenvolvido e por um elenco talentoso, em especial Elba, que cria um personagem repleto de camadas, independentemente do texto.

A direção de Nikolaj Arcel também não ajuda. Conhecido pelo trabalho em O Amante da Rainha, ele faz sua estreia em Hollywood com um grande filme de estúdio. Sem personalidade, a direção é tão genérica quanto a trama em si. Pelo visto, 35 anos não foram o bastante para se maturar uma adaptação de A Torre Negra. Se a franquia continuar, resta esperar que o time envolvido se esforce para construir um universo com mais apelo.

Fonte: AdoroCinema

sábado, 26 de agosto de 2017

Onda de rejeição alcança até ministros do Supremo

Repúdio ao Executivo e Legislativo chega ao Judiciário, revela pesquisa Ipsos; apenas Moro e Joaquim Barbosa mantêm índice elevado, apesar de queda de aprovação

A onda de rejeição a políticos e autoridades públicas já não se limita ao governo e ao Congresso e chegou com força ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. Pesquisa Ipsos mostra que, entre julho e agosto, houve aumento significativo da desaprovação a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Até o juiz Sérgio Moro enfrenta desgaste: apesar de seu desempenho ainda ser majoritariamente aprovado pela população, sua taxa de rejeição está no nível mais alto em dois anos.

A pesquisa avaliou a opinião dos brasileiros sobre 26 autoridades de distintas esferas de poder, além de uma celebridade televisiva, o apresentador de TV Luciano Huck. Quase todos estão no vermelho, ou seja, são mais desaprovados do que aprovados. As exceções são Huck, Moro e o ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa. Os dois últimos são responsáveis pelos julgamentos dos dois maiores escândalos de corrupção do País: mensalão e Operação Lava Jato.

Para Danilo Cersosimo, um dos responsáveis pela pesquisa, o aumento do descontentamento com o Judiciário pode estar relacionado “à percepção de que a Lava Jato não trará os resultados esperados pelos brasileiros”. Outros levantamentos do Ipsos mostram que o apoio à operação continua alto, mas vem caindo a expectativa de que a força-tarefa responsável por apurar desvios e corrupção na Petrobrás provoque efeitos concretos e mude o País. “Há uma percepção de que a sangria foi estancada, de que a Lava Jato foi enfraquecida”, disse Cersosimo.

Na lista de avaliados pelo Ipsos estão três dos 11 atuais integrantes do Supremo: Cármen Lúcia, a presidente; Edson Fachin, relator dos casos relacionados à Lava Jato; e Gilmar Mendes, principal interlocutor do presidente Michel Temer no Tribunal. Os três enfrentam deterioração da imagem.

Além de Moro e Fachin, há na lista outros dois nomes relacionados à Lava Jato: o do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação em Curitiba. Eles também sofrem desgastes.

Fonte: Estadão


Especialista esclarece mitos e verdades sobre o câncer de estômago

A gastrite é um fator de risco? O refluxo pode causar câncer? Veja a resposta para estas e outras perguntas

Com formato de bolsa, o estômago tem a função de armazenar os alimentos ingeridos e, a partir da produção do suco gástrico, ajudar no processo de digestão, antes de mandar para o intestino onde continua parte da digestão e os nutrientes são absorvidos.  

O câncer de estômago é mais comum a partir de 50 anos de idade, sendo o quarto tumor mais comum em homens e o sexto em mulheres. Quando diagnosticado no início têm mais de 90% de sucesso no tratamento. 

Os principais sintomas do câncer de estômago são: dificuldade de deglutição, refluxo, perda de peso, vômitos, má digestão, dor de estômago e náuseas. A endoscopia é o principal recurso para diagnosticar a doença e o principal fator de risco é a infecção pela bactéria Helicobater Pylori (H. Pylori).

O Dr. Felipe Coimbra, Diretor do Núcleo de Cirurgia Abdominal do A.C.Camargo Cancer Center, esclarece alguns mitos e verdades sobre a doença:

Se eu tiver H. Pylori é certeza que terei câncer de estômago

Mito. Na população brasileira há um alto número de indivíduos com H. Pylori, mas a porcentagem de pessoas que irá desenvolver o câncer é bastante pequena. A atenção deve surgir nos casos diagnosticados com a associação da presença da bactéria e outras doenças, como a gastrite atrófica e a metaplasia intestinal, por exemplo.

Gastrite é fator de risco para o desenvolvimento de câncer

Depende. A maioria dos diagnósticos de gastrite não tem relação com o desenvolvimento de tumores, exceto a gastrite atrófica, que ocorre quando os anticorpos atacam o revestimento do estômago. Essa doença é encontrada facilmente durante um exame endoscópico. Portanto, em casos de dores no estômago persistentes, recomenda-se a avaliação de um especialista.

Refluxo gastroesofágico pode causar câncer

Depende. Quando o ácido gástrico proveniente do estômago entra em contato com o esôfago, pode alterar seu revestimento causando doenças como a esofagite, que pode aumentar o risco para o desenvolvimento de tumores. Mas nem todo refluxo gastroesofágico é fator de risco. A endoscopia é o exame recomendado para avaliar pacientes com refluxo e as possíveis complicações da doença.

Pacientes que retiraram o estômago devido a uma úlcera têm risco aumentado de desenvolver câncer

Verdade. Há cerca de 15 anos, ainda era utilizado o tratamento cirúrgico para úlcera. A forma como esse procedimento era realizado pode se tornar um fator de risco para câncer de estômago e, por isso, os pacientes operados precisam realizar um acompanhamento periódico.

Atualmente, esse problema não existe mais, pois o tratamento da úlcera é realizado por meio de medicações.  A cirurgia bariátrica, técnica de redução do estômago para emagrecimento, também não é fator de risco para o desenvolvimento destes tumores.

Existem alimentos que protegem contra o câncer de estômago

Verdade. Diferentes alimentos previnem contra os tumores de estômago. Frutas, hortaliças e legumes são protetores, mas devem ser higienizadas adequadamente antes do consumo. As frutas cítricas como laranja, acerola e abacaxi são ricas em vitamina C, antioxidante que neutraliza a ação de radicais livres. Os flavonóides, encontrados nas frutas vermelhas e no chá verde, também possuem propriedades antioxidantes. O alho, rico em alicina, tem capacidade de inibir mutações no DNA, diminuindo o risco de crescimento de células malignas.   

Existem alimentos que aumentam o risco de câncer de estômago

Verdade. O consumo freqüente de alimentos ricos em sal, processados e defumados e as conservas em geral expõem a mais risco. Assim como o baixo consumo de frutas, legumes e verduras. Excesso de alimentos não saudáveis aumenta o risco de obesidade, fator de risco importante para o câncer.

Fonte: Estadão


sábado, 19 de agosto de 2017

Remake de ‘Papillon’ ganha novas imagens com Charlie Hunnam e Rami Malek; Confira!

A nova versão, dirigida por Michael Noer, fará uma atualização da trama original, trazendo elementos novos. Nela, Charlien Hunnam e Rami Malek assumem os papéis protagonistas que pertenceram a Steve McQueen e Dustin Hoffman, respectivamente.

Papillon’ é baseado no livro de memórias homônimo escrito pelo francês Henri “Papillon” Charriere, que contou sua terrível experiência de ter sido preso injustamente pela morte de um rufião. Exilado na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa, ele planejou sua fuga ao lado de outro comparsa.

Roteirizada por Aaaron Guzikowski, a produção também conta com Eve HewsonIan Beattie eTommy Flanagan. ‘Papillon’ chegas aos cinemas primeiramente no Festival Internacional de Cinema de Toronto, em setembro.

Fonte: Cinepop


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Superman: Year One de Frank Miller mostrará o Homem de Aço antes do uniforme

Superman: Year One, HQ de Frank Miller que mostrará os primeiros anos do Homem de Aço, não será exatamente uma recontação da história de origem. É o que disse o desenhista John Romita Jr. no fim de semana, durante a Boston Comic Con.

"Eu vi as reações online, 'meu Deus, de novo uma origem do Superman', mas [a HQ] não é exatamente uma nova versão da origem. É sobre o pós-origem, depois que ele aterrisa [na Terra], o que acontece no tempo entre a aterrisagem e o momento em que ele descobre quem é", diz Romita. Segundo ele, na HQ Clark não sabe que é alienígena até seus pais lhe contarem. "Ele só pensa que é alguém especial, e não aparece de uniforme até o fim. É similar a Demolidor: O Homem sem Medo nos anos 1990, o período que antecede o herói vestindo seu uniforme pela primeira vez."

Segundo Romita, a graphic novel será mesmo extensa - pode ter 100 páginas mas pode ter 200, no fim - e "tem um milhão de pessoas nela", diz em referência aos coadjuvantes que estarão na história.

Miller é conhecido pelo clássico Batman: Ano Um, que também recontou a origem do Homem-Morcego e trabalhou recentemente em O Cavaleiro das Trevas III.Por enquanto não há data para a publicação da história.

Fonte: Omelete

Lembranças da Meia Noite

Excelente obra do mestre do suspense Sidney Sheldon. Apesar de não ter lido o primeiro livro, está continuação não deixa lacunas em sua história, possibilitando assim, sua leitura de forma independente do primeiro. Eu recomendo.

Confirma a sinopse:

Nesta empolgante continuação de o outro lado da meia-noite, Catherine Douglas tenta recordar o que aconteceu na noite em que perdeu a memória. O que o poderoso empresário Constantin Demiris não quer que ela se lembre é de quem tentou assassiná-la: o próprio marido, com a ajuda da amante, a atriz Noelle Page. O milionário conseguiu fazer com que ambos fossem condenados à morte pelo homicídio de Catherine, um crime que nunca aconteceu. Para evitar que a verdade venha à tona, ele manterá toda a sua atenção em Catherine...e, se preciso for, irá até as últimas consequências para silenciá-la.

domingo, 30 de julho de 2017

'Dunkirk' bate 'Emoji: O Filme' nas bilheterias de cinemas dos EUA


Expectativa era de empate, mas novo filme de Christopher Nolan se manteve no topo pelo 2º fim de semana seguido e superou animação.

Uma batalha improvável ocorreu nas bilheterias dos cinemas dos Estados Unidos neste fim de semana envolvendo os longas "Emoji: O Filme" e "Dunkirk".

Na manhã de sábado (29), a animação e o épico de guerra pareciam finalizar com um empate. Mas neste domingo (30), a poeira baixou e, ao que parece, "Dunkirk" encerrará mais um fim de semana em primeiro lugar.

O filme mais recente de Christopher Nolan superou os demais concorrentes no fim de semana ao arrecadar mais de US$ 50 milhões (R$ 157 milhões), mostrando que o diretor, junto com a crítica positiva, ainda tem um forte apelo, mesmo para um filme sem o poder de uma estrela e sendo mais um sobre a 2ª Guerra Mundial.


Essa é a primeira vez que um filme segue em primeiro colocado por dois finais de semana consecutivos desde "Mulher-Maravilha", no início de junho.

Com isso, "Emoji: O Filme" ficou em segundo lugar com US$ 25,7 milhões (R$ 80,5 milhões). A animação não foi bem-recebida pela crítica, e o público parece seguir na mesma direção.

Isso deixa o outro grande lançamento desta semana, "Atômica", um pouco distante. Os estúdios Focus Features e Sierra/Affinity esperam uma estreia digna, mas um pouco abaixo das expectativas para o longa estrelado por Charlize Theron com US$ 18,5 milhões (R$ 58 milhões).

No início da semana, "Atômica" esperava arrecadar US$ 20 milhões, mas o resultado final de fim de semana de estreia ainda é sólido, considerando o orçamento de US$ 30 milhões. É também um dos maiores lançamentos da Focus depois de "Sobrenatural: A Origem" (US$ 22,7 milhões); "Invasão a Londres" (US$ 21,6 milhões); e "Queime Depois de Ler" (US$ 19,1 milhões).

Já "Mulher-Maravilha" continua apresentado uma trajetória fenomenal e atualmente está atingindo a marca dos US$ 400 milhões no mercado interno norte-americano desde sua estreia.

Fonte: G1

Veja como será a CNH digital, que estreia em fevereiro de 2018 e poderá ser acessada pelo celular


Documento será visualizado por aplicativo e terá valor jurídico
O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) aprovou na última terça (25) a criação da Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e). A versão digital terá o mesmo valor jurídico da atual, feita em papel, e estará disponível a partir de fevereiro de 2018, podendo ser acessada por meio de aplicativo nos smartphones.
O modelo será disponibilizado para os celulares dos motoristas e a certificação será válida tanto por certificado digital como por QRCode, os códigos de barra que podem ser escaneados instantaneamente. Com isso, os agentes de trânsito ainda poderão acessar o histórico daquele motorista através de um aplicativo, que está em fase de testes.
Os motoristas também terão acesso à versão em papel do documento e, aqueles que desejarem, poderão ter a versão digital que será acessada através de uma senha pessoal.
CNH de papel coexistirá com versão digital, e deixará de ter porte obrigatório
Para solicitar a CNH-e, o motorista precisará fazer um cadastro no Portal de Serviço do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) e confirmar seu email com a utilização de um certificado digital. O cadastro deve ser feito por meio de equipamento que permita esse tipo de certificação ou em um posto do Detran.
O cadastro será ativado quando o usuário receber um link no email para fazer o login usando um aparelho celular. Após isso, será criada uma senha de segurança (PIN) para armazenar os dados e esta senha será usada em todos os acessos da CNH-e.

Fonte: R7

Saiba por que nunca é cedo para pensar na aposentadoria


Invista seu FGTS no futuro e viva a melhor idade com tranquilidade
Quanto antes investir em aposentadoria, mas tempo terá para desfrutar a tão sonhada independência financeira
Se você está entre os milhões de brasileiros que sacaram o saldo de contas inativas do FGTS, lembre-se de que nunca é cedo para pensar na aposentadoria e sempre vale a pena investir no futuro. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, é válido começar a poupar para a aposentadoria em qualquer idade, mas quanto antes fizer o investimento, mais tempo terá para desfrutar a tão sonhada independência financeira:
— Algo que muitos pais fazem é investir para o futuro dos filhos desde a infância; até mesmo uma criança pode ter uma previdência privada.
Mas por que optar por um sistema privado? Segundo o especialista em Finanças Pessoais e Previdenciárias, Renato Follador, a diferença entre previdência social e privada está nos juros.
— Do total do patrimônio acumulado na previdência privada depois de 35 anos de contribuição, 5% vieram de incentivo tributário, 26% da contribuição mensal que sai do nosso bolso e incríveis 69% dos juros. Quem decide fazer um plano aos 25 anos para se aposentar com R$ 3 mil aos 65 anos precisa contribuir com R$ 275 mensais. Já quem começa a contribuir aos 35 anos para a mesma aposentadoria na mesma idade, vai precisar de R$ 550 mensais, ou seja, o dobro. Portanto, quanto antes começar melhor. Quando me perguntam com que idade, respondo: quando nasce.
A reforma na Previdência é inevitável, portanto, segundo Reinaldo Domingos, investir no futuro deve ser uma preocupação de todos.
— A aposentadoria pela Previdência Social é um importante direito do trabalhador brasileiro, porém não é o suficiente para manter o padrão de vida. Atualmente, mais de um terço dos aposentados continuam trabalhando, sendo que para a maioria o benefício não é suficiente para pagar as contas, de acordo com recente pesquisa da SPC Brasil.
O consultor Renato Follador garante que o investimento na previdência privada cabe em qualquer bolso:
— Hoje, é possível investir em previdência privada a partir de R$ 50 por mês. O preço de um jantar, balada ou comprinha. Ao combinar o valor baixo com o tempo longo de aplicação, teremos uma ótima poupança previdenciária na hora que não pudermos ou não quisermos mais trabalhar.
Ele alerta sobre o risco de deixar o FGTS parado e reforça a diferença entre poupar e investir:
—  O pior lugar para deixar dinheiro do FGTS é no FGTS. Quem tem direito ao saque deve fazê-lo imediatamente. Poupar é não gastar e investir é aplicar no mercado o que não se gastou. Não basta poupar. Imagine se o dinheiro que sobrasse fosse deixado no guarda-roupa por 10 anos. Quanta perda você teria só por causa da inflação que corrói o poder aquisitivo da moeda.
Quando o assunto é aposentadoria, o presidente da Abefin costuma recomendar fundos conservadores.
— Por se tratar de um objetivo de longo prazo (a ser conquistado após 10 anos) ou médio prazo (entre um e 10 anos), o ideal é colocar em investimentos adequados para o período, como Previdência Privada ou Títulos do Tesouro Direto. No primeiro caso, o investimento mínimo costuma partir de R$ 100 mensais e no segundo caso, a partir de R$ 40 em média, já que o investidor pode comprar frações de um título. Além de Previdência Privada e dos Títulos do Tesouro Direto, também são válidos CDB, LCI e LCA.
Curto, médio ou longo prazo?
Para o consultor Renato Follador, é essencial pensar se você deseja fazer um investimento para curto, médio ou longo prazo. Um planejamento equivocado pode comprometer o lucro:
— Curto prazo é de até dois anos e devemos investir dinheiro de que necessitamos liquidez, ou seja, do qual podemos precisar a qualquer hora. Para uma emergência, como ficar desempregado, para atender a um impulso, como comprar um eletrônico, evitando que o financiemos a juros absurdos. Fundos DI ou LFTs são o destino desse dinheiro. Já o médio prazo é entre dois e sete anos. Seria o dinheiro para comprar uma casa, um carro novo, uma viagem ao exterior e o destino deve ser NTN-Bs, CDBs de bancos sólidos, Fundos de Investimento Imobiliário e Fundos Multimercado. Já longo prazo, significa mais de sete anos. É um dinheiro que não vamos precisar, nem podemos mexer, em nenhuma situação além daquela para a que foi canalizado, como uma previdência privada para a aposentadoria. E ela deve ter investimentos em fundos de ações.

Fonte: R7

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Ideias sobre como conversar com seu filho pequeno para 'construir' seu cérebro




Como o acesso à linguagem afeta o desenvolvimento e o aprendizado de bebês e crianças pequenas?
A cirurgiã pediátrica americana Dana Suskind passou a investigar a fundo essa questão ao operar bebês com problemas auditivos.
Ela percebeu que, entre os bebês que recebiam implantes cocleares (implantes para casos de surdez profunda), os que melhor desenvolviam a habilidade de se comunicar eram os que moravam em lares onde havia mais diálogo, mais interação e mais variedade de vocabulário.
Suas percepções foram reforçadas por um estudo de 1995 que havia identificado que crianças com menos acesso à linguagem (muitas delas em situações de pobreza) chegavam a ouvir 30 milhões a menos de palavras acumuladas até os quatro anos de idade em comparação a outras em situação mais favorável - e essas últimas se mostravam mais preparadas ao entrar na escola, tinham vocabulário mais rico, mais fluência na leitura e, por consequência, conseguiam notas mais altas.
Como uma grande parte do crescimento do cérebro é concluída justamente aos quatro anos, "as crianças que largavam na frente (em termos de linguagem) continuavam à frente; as que começavam com defasagens ficavam para trás", apontou o estudo.

Para diminuir essas disparidades de linguagem em crianças de famílias carentes, Suskind criou em Chicago, nos Estados Unidos, a Iniciativa Trinta Milhões de Palavras, programa que, desde a maternidade e nas visitas pediátricas, ensina pais e mães a respeito da importância de conversar e interagir com os bebês desde seu primeiro dia de vida, para estimular a construção de novas conexões neurais no pequeno cérebro que se forma.
"Temos aprendido que os cérebros podem ser construídos - ele se alimenta de linguagem e de um ambiente enriquecedor provido pelos adultos nos primeiros anos de vida", explica Suskind à BBC Brasil.
"Mesmo que o bebê não entenda o que está sendo falado, a linguagem estará formando a arquitetura do cérebro para o pensamento e a aprendizagem. Pais e cuidadores são a força mais poderosa em construir o cérebro das crianças e prepará-las para a escola", acrescenta.

Uma das sugestões da especialista é sintonizar-se com o que seu filho está fazendo e aproveitar isso para conversar
O programa agora tem sido expandido para outras áreas dos Estados Unidos, e Suskind - que também é professora da Universidade de Chicago - escreveu um livro com base na experiência: Thirty Million Words - Building a Child's Brain (Trinta milhões de palavras - construindo o cérebro infantil, em tradução livre).

Em entrevista à BBC Brasil, ela ensina ideias sobre como usar a linguagem de forma produtiva para estimular o cérebro infantil.

1. Ter seu filho como um 'parceiro de conversas'
Uma das primeiras lições do Trinta Milhões de Palavras é algo já intuitivo para os pais: reagir aos sons, olhares e gestos do bebê desde o nascimento, de forma natural e integrada ao cotidiano.
"Se você estiver trocando a fralda dele ou pegando um ônibus, explique isso ao bebê. É uma oportunidade de enriquecer o vocabulário dele e de mostrar a relação entre um determinado som e o ato a que ele pertence."
Suskind cita pesquisas que mostram que ir além da conversa básica - "vem cá", "coloque seus sapatos", "coma sua comida" - é um ponto crucial para desenvolver a linguagem das crianças.
É o que ela chama de "conversa extra", ou seja, dialogar com a criança e o ambiente ao seu redor e estimular as conversas: "que árvore grande!"; "quem é o menino que está com a fralda suja?"; "qual é o gosto dessa comida?"; "o que você acha que aconteceu com o personagem daquele livro?"
"A quantidade (de palavras) é apenas uma parte da equação. A qualidade da conversa é tão ou mais importante - a riqueza do vocabulário, as idas e vindas da conversa, a forma como você fala", enumera ela à BBC Brasil.
"É importante enxergar o seu bebê como um parceiro de conversas desde seu primeiro dia de vida", completa.

2. Ajudar a desenvolver habilidades matemáticas
Pais podem ajudar a desenvolver o senso espacial dos filhos e suas habilidades matemáticas simplesmente ao falarem a respeito disso.
"Se você usar conceitos matemáticos e espaciais - ao, por exemplo, contar os dedos dos pés e mãos, comparar o tamanho de um triângulo, usar palavras que se refiram aos diferentes formatos dos objetos - ajudará a preparar as crianças para aprender matemática", explica Suskind.

Um estudo da Universidade de Chicago pediu a crianças de quatro anos que pegassem cartões com pontos desenhados neles de forma a corresponder a um número (por exemplo: ao ouvir o número cinco, pegar o cartão com cinco pontos desenhados). E descobriu que as crianças que haviam sido expostas a mais vocabulário matemático e a noções espaciais conseguiram fazer mais correspondências corretas.
Além disso, argumenta Suskind, é justamente nas "conversas matemáticas" que uma importante disparidade de gênero ocorre.
"Um estudo com mães de classe média e alta mostrou que filhas de até dois anos ouviam a metade das conversas matemáticas do que os filhos", escreve a cirurgiã. "Isso pode afastar as meninas de campos que podem interessá-las. (...) Meninas que escutam que a matemática 'não é seu forte' muitas vezes não vão bem em matemática."

3. Falar positivamente, mas elogiar mais o esforço do que a criança
Segundo Suskind, crianças em famílias carentes chegam a ouvir mais do dobro de comentários negativos - "você está sendo malcriado"; "você está errado" - por hora do que crianças em famílias em melhor situação socioeconômica.
Também ouvem menos elogios. E, como essas crianças já tendem a escutar menos palavras em geral, essas expressões negativas acabam tendo um peso maior no desenvolvimento cognitivo delas.
"Como será escutar, repetidamente, que você nunca faz nada certo? É um ambiente infantil difícil de ser superado", diz Suskind.
"É grande a diferença entre palavras de proibição ('não faça isso', 'pare') e de encorajamento ("muito bem'). Causa estresse no cérebro ouvi-las repetidamente. É importante tentar mudar ordens para uma conversa mais produtiva."
Mas se a linguagem negativa e proibitiva pode ser uma barreira ao desenvolvimento e ao aprendizado, será que a resposta é elogiar sempre - e dizer constantemente que seu filho é incrível e inteligente?
"Não", explica Suskind.
Em seu livro, a médica cita pesquisas mostrando que esse tipo de elogio pode, em vez de fortalecer futuros adultos, apenas deixá-los passivos e dependentes da opinião alheia.
"O que buscamos não são os olhos (das crianças) voltados para si, felizes de autossatisfação, mas sim crianças que vejam uma tarefa e, independentemente de quão desafiadora ela seja, consigam quase imediatamente pensar em como ela pode ser cumprida", diz a autora.
"É o que os pais desejam: adultos estáveis, construtivos, motivados", acrescenta.
O caminho para isso, segundo os estudos analisados por Suskind, é reconhecer e elogiar não só a criança, mas o esforço e o empenho dela em suas atividades diárias.
Ou seja, em vez de apenas dizer "você é muito esperta" a uma menina que completou um quebra-cabeça difícil, vá além: "vi que você se esforçou para terminar, e conseguiu. Muito bem!"
Suskind sugere buscar no dia a dia momentos em que a criança tenha se destacado.
"A criança ainda está aprendendo o que é se comportar bem. Apontar esses momentos a ela reforça a ideia de o que isso significa", explica.
  
4. Estimular a autonomia, em vez de apenas a obediência
Suskind cita duas frases que podem ser ditas a uma criança em um mesmo contexto:
"Agora guarde seus brinquedos."
"O que devemos fazer com os brinquedos depois que terminamos de brincar?"
"A primeira frase é uma ordem que deve ser cumprida, sem ser questionada. A segunda frase, no entanto, apoia a autonomia da criança. (...) Bebês de um ano cujas mães calmamente sugerem, em vez de ordenarem, regras de comportamento ganharam, aos quatro anos, mais funções executivas e autorregulação" - que são nossa capacidade de nos mantermos centrados diante de um problema, em vez de reagir de forma explosiva e violenta.
"Pais que usam a pressão e a autoridade para restringir o comportamento do filho podem obter a obediência no curto prazo, mas, no longo, estão criando condições para baixa autorregulação (da criança), produzindo adultos que podem ter sérios problemas de autocontrole", diz a médica.
Além disso, ordens diretas e curtas como "sente", "fique quieto" e "não faça isso" são, segundo Suskind, "o método menos eficiente de construir conexões cerebrais, porque exigem nenhuma ou pouca resposta de linguagem".
Talvez seja mais eficiente, em vez de dizer apenas "coloque seus sapatos", explicar o que está por trás do pedido e a relação entre causa e efeito das coisas: "É hora de ir à escola, então é bom colocar os sapatos para manter os pés secos e quentinhos. Por favor, vá buscá-los".

5. Sintonizar-se com a criança - e entregar-se à "vozinha de bebê"
Suskind recomenda prestar atenção ao que está despertando o interesse da criança - uma brincadeira, um objeto - e transformar isso em tema de conversa.
Mais um exemplo: O pai ou a mãe, com as melhores das intenções, senta no chão ao lado da criança com um livro infantil nas mãos. Mas a criança não presta atenção e continua a brincar com seu brinquedo, esnobando o adulto.

Que tal então, em vez de impor a leitura do livro, entrar na brincadeira da criança e conversar a respeito dela?
"Os pais aprendem a tomar consciência do que o que os filhos estão fazendo e se tornam parte disso, ajudando a desenvolver a habilidade praticada na brincadeira e, por meio da interação verbal, o cérebro infantil", escreve a médica.
Entrar em sintonia também envolve, segundo ela, aproveitar todas as oportunidades para ler e cantar com a criança - ou mesmo falar com aquela voz infantilizada que muitos de nós usamos com bebês.
"Aquela voz em tom cantado é um rico nutriente para o cérebro do bebê, porque ajuda-o a entender os sons das palavras", explica Suskind.
Aqui, mais um alerta: um jeito fácil de perder essa sintonia com crianças e bebês é deixar-se distrair pelo celular durante a brincadeira.
"Smartphones estão tomando o lugar da interação pessoal com os bebês e as crianças", critica a médica.
"Só quando a criança é o foco principal dos pais que ocorrerá a atenção necessária para o desenvolvimento cerebral ideal", conclui


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Site ajuda a encontrar livros difíceis, esgotados


Se você é apaixonado por livros
E nem sempre encontra os que procura, um site brasileiro poderá te ajudar.
O Livros Difíceis se propõe a encontrar até aqueles esgotados, fora de catálogo.
O site da editora ajudou a muitos leitores, no site há diversos depoimentos.


A entrega
"Encontraram em 7 dias, mas recebi 30 dias após ter feito o pedido. Acho que o trâmite desde a descoberta do livro, passando pela negociação com o proprietário, até chegar nas mãos do cliente, não é muito convencional, pois eles buscam livros até mesmo em bibliotecas particulares, e o preço é o que o proprietário pede", contou.

O preço
Como o serviço para localizar faz parte do preço final, os livros saem bem mais caros.


A "editora Livros Difíceis fez o "milagre" de encontrar para mim um livro superimportante para o trabalho que estou desenvolvendo no momento".

O site da editora também oferece serviço para organizar sua biblioteca.

Serviço

Sobre a busca por livros difíceis, raros ou esgotados

Gostei de um livro na Biblioteca Eletrônica. Como comprá-lo?
1) Você precisa estar cadastrado e logado em nosso site para efetuar sua compra. No lado esquerdo da tela, preencha o campo nome ou telefone e sua senha e autentique-se no site;
2) Já logado, clique em “Comprar”. O livro será automaticamente adicionado à sua cesta de compras. Você poderá continuar navegando pelo site para procurar por outros itens ou concluir a compra clicando no botão “Finalizar compra”, próximo ao campo de busca;
3) Para finalizar sua compra, digite o CEP do local de entrega de seu produto, calcule o valor e clique para que o envio do pedido seja feito. Em seguida você receberá por e-mail a nossa resposta e em breve terá seu pedido em mãos!

Quais são as condições de pagamento?
Os pagamentos devem ser efetuados via depósito bancário.

Quanto custa a busca por um livro difícil?
O serviço de encontrar o livro para você não custa nada. Uma vez encontrada a publicação, o cliente fica livre para comprá-la ou não, de acordo com o preço fornecido pelo dono do livro.
Salvo raríssimas exceções, em geral os livros não ficam em nosso estoque. Eles são buscados de acordo com a sua solicitação.

Quanto tempo leva entre o pedido do livro e a entrega?
Uma vez encontrado o livro, em média 15 dias úteis.

Quero encomendar um livro difícil. Como faço?
Para solicitar que nossa equipe fareje pela publicação desejada é necessário que você esteja cadastrado e logado no site.


segunda-feira, 24 de julho de 2017

Comic-Con 2017: Novo trailer de Liga da Justiça sugere retorno de Superman

E mostra o temido vilão Steppenwolf!
Esqueçam os rumores sobre a saída de Ben Affleck do papel de Batman! O Homem-Morcego continua no Universo Estendido da DC e volta a marcar presença no novo trailer de Liga da Justiça, divulgado neste sábado (22) no painel da Warner na Comic-Con 2017.
Preparem-se para mais ação e humor com Mulher-Maravilha (Gal Gadot), Batman, Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller), Ciborgue (Ray Fisher) e, quem diria, Alfred (Jeremy Irons). O vídeo ainda mostra Temiscira sendo atacado pelo vilão Steppenwolf, além da ameaça dos misteriosos parademônios.

Agora a pergunta que não quer calar é: quem é a pessoa misteriosa falando com Alfred no final do trailer? Será o Superman (Henry Cavill)?
Confiram a sinopse:
Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes - Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e The Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.
Com direção de Zack Snyder e pós-produção de Joss Whedon, Liga da Justiça chegará aos cinemas no dia 16 de novembro.

The Batman | Matt Reeves garante que filme será dirigido do seu jeito

Roteiro escrito por Ben Affleck e Geoff Johns não será utilizado.


Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: O Confronto”), diretor que substituiu Ben Affleck (“A Lei da Noite”) no comando de The Batman”, revelou estar bastante animado para começar a trabalhar no projeto depois que lançar Planeta dos Macacos: A Guerra”.
Durante uma entrevista ao site Uproxx, o cineasta garantiu que fará o longa sem interferências do estúdio e que terá liberdade para contar a história do homem-morcego da maneira que deseja.
“Quando eu entrei, eu disse: ‘Antes de tudo, vocês estão me perguntando se eu estou interessado nessa franquia. Eu estou. Eu amo essa franquia. Eu amo desde criança. Mas aqui está a maneira pela qual estou interessado nisso’. E a boa notícia foi, eles disseram: ‘Sim, estamos realmente interessados ​​nesse jeito’”.
O diretor ainda explicou que só faz filmes nesta condição por um motivo simples: não se arrepender depois.
“Você gasta muito do seu tempo colocando-se em algo, e se acabar não funcionando é um pesadelo, certo? Eu posso falhar por qualquer pequena razão por minha causa. Eu não quero falhar por causa de algo em que, em primeiro lugar, não acredito”.
Vale lembrar que Reeves confirmou recentemente que o roteiro escrito por Affleck em parceria com Geoff Johns (presidente de produção da DC) não mais seria levado em consideração e que o próprio diretor já está trabalhando em uma nova história partida do zero. Affleck passa então a acumular os papéis de protagonista e produtor do longa.
Enquanto “The Batman” segue sem data para chegar aos cinemas, podendo estrear entre 2018 e 2019, Affleck reprisará seu papel como o homem-morcego em “Liga da Justiça”, com lançamento previsto para 16 de novembro deste ano.

sábado, 22 de julho de 2017

Você conhece o BLW ou Baby Led Weaning?

O método que estimula a criança pode ser muito benéfico para seu desenvolvimento motor


por NAYANI REAL

Você conhece o BLW? Baby Led Weaning é a sigla comumente traduzida para “desmame guiado pelo bebê”. Apesar das dúvidas, o método conquistou muitas mamães por aí por ser benéfico à criança.

Como funciona

Basicamente, a introdução alimentar gradual se dá a partir da seleção de alimentos que atendam todas as categorias nutricionais necessárias do pequeno. Cabe aos pais escolherem o que será ofertado ao bebê. Sentado no cadeirão, a criança deve ter autonomia para escolher as opções à sua frente. A dica é guiar-se pelo tamanho da mãozinha da criança: o alimento deve caber em sua palma.

Não se descuide: apesar de dar-lhe a opção de escolha, o bebê precisa estar sempre sob vigilância.

Qual a hora certa?

Segundo a nutricionista Fernanda Braga, com aproximadamente 6 meses, a criança está pronta para receber alimentos complementares, mas é necessário observar alguns critérios que definem a possibilidade de introdução do método. Antes de mais nada, a criança deve ser capaz de se sentar sozinha. Além disso, observe: ela leva objetos à boca com precisão? Imita movimento de mastigação e demonstra interesse pelas refeições dos adultos, tentando pegá-las?

Se as respostas forem positivas, está liberado. Caso contrário, a falta de controle sobre o alimento indica que a criança pode até engasgar. “Se os pais derem a comida para o pequeno, o método deixa de ser o BLW. Caso a criança ainda não sente, a família pode optar por esperar ou iniciar outro método”, explica Fernanda.

Baby Led Weaning: do leite às comidas sólidas

A dieta até um ano de idade tem no leite a principal fonte de nutrientes. “Não tem problema se o bebê não comer logo de cara porque o método é antes uma exploração sensorial do que a base alimentar”, comenta a profissional.

No método tradicional a mãe determina o quanto o bebê come pois a oferta parte dela – e nem sempre ele está com fome, o que pode frustrá-la. Com o BLW ele aprende a regular sua fome e saciedade, o que pode gerar uma consciência útil quando ele crescer.

“Essa história de raspar o prato é furada: come quando tiver fome e apenas o necessário para saciá-la. É preciso ter paciência e saber que nem todos os pequeninos vão comer o que lhes é oferecido. Ao mesmo tempo, alguns pegam a comida e levam direto à boca”, arremata a nutricionista.

Quais são os benefícios do BLW?

A liberdade frente a própria alimentação e os estímulos sensoriais consequentes levam o pequeno a ter contato com cores, texturas, formas, sabores e aromas – o que pode, inclusive, encorajar a provar novos alimentos a longo prazo.

Além disso, o desenvolvimento motor é estimulado, auxiliando a criança a fortalecer as coordenações visuais, habilidades oro-faciais (que têm a ver com a mastigação) e a percepção espacial. “Meu filho, por exemplo, com um ano já comia sozinho com garfo”, conta Fernanda.

Os sentimentos de inclusão e pertencimento são assimilados por meio das refeições em família e podem estreitar os laços. Entre as desvantagens, a nutricionista cita apenas a sujeira. Mas que mal tem, não é mesmo? Criança tem que se sujar e descobrir!

Fonte: Blog Tricae