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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Site ajuda a encontrar livros difíceis, esgotados


Se você é apaixonado por livros
E nem sempre encontra os que procura, um site brasileiro poderá te ajudar.
O Livros Difíceis se propõe a encontrar até aqueles esgotados, fora de catálogo.
O site da editora ajudou a muitos leitores, no site há diversos depoimentos.


A entrega
"Encontraram em 7 dias, mas recebi 30 dias após ter feito o pedido. Acho que o trâmite desde a descoberta do livro, passando pela negociação com o proprietário, até chegar nas mãos do cliente, não é muito convencional, pois eles buscam livros até mesmo em bibliotecas particulares, e o preço é o que o proprietário pede", contou.

O preço
Como o serviço para localizar faz parte do preço final, os livros saem bem mais caros.


A "editora Livros Difíceis fez o "milagre" de encontrar para mim um livro superimportante para o trabalho que estou desenvolvendo no momento".

O site da editora também oferece serviço para organizar sua biblioteca.

Serviço

Sobre a busca por livros difíceis, raros ou esgotados

Gostei de um livro na Biblioteca Eletrônica. Como comprá-lo?
1) Você precisa estar cadastrado e logado em nosso site para efetuar sua compra. No lado esquerdo da tela, preencha o campo nome ou telefone e sua senha e autentique-se no site;
2) Já logado, clique em “Comprar”. O livro será automaticamente adicionado à sua cesta de compras. Você poderá continuar navegando pelo site para procurar por outros itens ou concluir a compra clicando no botão “Finalizar compra”, próximo ao campo de busca;
3) Para finalizar sua compra, digite o CEP do local de entrega de seu produto, calcule o valor e clique para que o envio do pedido seja feito. Em seguida você receberá por e-mail a nossa resposta e em breve terá seu pedido em mãos!

Quais são as condições de pagamento?
Os pagamentos devem ser efetuados via depósito bancário.

Quanto custa a busca por um livro difícil?
O serviço de encontrar o livro para você não custa nada. Uma vez encontrada a publicação, o cliente fica livre para comprá-la ou não, de acordo com o preço fornecido pelo dono do livro.
Salvo raríssimas exceções, em geral os livros não ficam em nosso estoque. Eles são buscados de acordo com a sua solicitação.

Quanto tempo leva entre o pedido do livro e a entrega?
Uma vez encontrado o livro, em média 15 dias úteis.

Quero encomendar um livro difícil. Como faço?
Para solicitar que nossa equipe fareje pela publicação desejada é necessário que você esteja cadastrado e logado no site.


segunda-feira, 24 de julho de 2017

Comic-Con 2017: Novo trailer de Liga da Justiça sugere retorno de Superman

E mostra o temido vilão Steppenwolf!
Esqueçam os rumores sobre a saída de Ben Affleck do papel de Batman! O Homem-Morcego continua no Universo Estendido da DC e volta a marcar presença no novo trailer de Liga da Justiça, divulgado neste sábado (22) no painel da Warner na Comic-Con 2017.
Preparem-se para mais ação e humor com Mulher-Maravilha (Gal Gadot), Batman, Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller), Ciborgue (Ray Fisher) e, quem diria, Alfred (Jeremy Irons). O vídeo ainda mostra Temiscira sendo atacado pelo vilão Steppenwolf, além da ameaça dos misteriosos parademônios.

Agora a pergunta que não quer calar é: quem é a pessoa misteriosa falando com Alfred no final do trailer? Será o Superman (Henry Cavill)?
Confiram a sinopse:
Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes - Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e The Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.
Com direção de Zack Snyder e pós-produção de Joss Whedon, Liga da Justiça chegará aos cinemas no dia 16 de novembro.

The Batman | Matt Reeves garante que filme será dirigido do seu jeito

Roteiro escrito por Ben Affleck e Geoff Johns não será utilizado.


Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: O Confronto”), diretor que substituiu Ben Affleck (“A Lei da Noite”) no comando de The Batman”, revelou estar bastante animado para começar a trabalhar no projeto depois que lançar Planeta dos Macacos: A Guerra”.
Durante uma entrevista ao site Uproxx, o cineasta garantiu que fará o longa sem interferências do estúdio e que terá liberdade para contar a história do homem-morcego da maneira que deseja.
“Quando eu entrei, eu disse: ‘Antes de tudo, vocês estão me perguntando se eu estou interessado nessa franquia. Eu estou. Eu amo essa franquia. Eu amo desde criança. Mas aqui está a maneira pela qual estou interessado nisso’. E a boa notícia foi, eles disseram: ‘Sim, estamos realmente interessados ​​nesse jeito’”.
O diretor ainda explicou que só faz filmes nesta condição por um motivo simples: não se arrepender depois.
“Você gasta muito do seu tempo colocando-se em algo, e se acabar não funcionando é um pesadelo, certo? Eu posso falhar por qualquer pequena razão por minha causa. Eu não quero falhar por causa de algo em que, em primeiro lugar, não acredito”.
Vale lembrar que Reeves confirmou recentemente que o roteiro escrito por Affleck em parceria com Geoff Johns (presidente de produção da DC) não mais seria levado em consideração e que o próprio diretor já está trabalhando em uma nova história partida do zero. Affleck passa então a acumular os papéis de protagonista e produtor do longa.
Enquanto “The Batman” segue sem data para chegar aos cinemas, podendo estrear entre 2018 e 2019, Affleck reprisará seu papel como o homem-morcego em “Liga da Justiça”, com lançamento previsto para 16 de novembro deste ano.

sábado, 22 de julho de 2017

Você conhece o BLW ou Baby Led Weaning?

O método que estimula a criança pode ser muito benéfico para seu desenvolvimento motor


por NAYANI REAL

Você conhece o BLW? Baby Led Weaning é a sigla comumente traduzida para “desmame guiado pelo bebê”. Apesar das dúvidas, o método conquistou muitas mamães por aí por ser benéfico à criança.

Como funciona

Basicamente, a introdução alimentar gradual se dá a partir da seleção de alimentos que atendam todas as categorias nutricionais necessárias do pequeno. Cabe aos pais escolherem o que será ofertado ao bebê. Sentado no cadeirão, a criança deve ter autonomia para escolher as opções à sua frente. A dica é guiar-se pelo tamanho da mãozinha da criança: o alimento deve caber em sua palma.

Não se descuide: apesar de dar-lhe a opção de escolha, o bebê precisa estar sempre sob vigilância.

Qual a hora certa?

Segundo a nutricionista Fernanda Braga, com aproximadamente 6 meses, a criança está pronta para receber alimentos complementares, mas é necessário observar alguns critérios que definem a possibilidade de introdução do método. Antes de mais nada, a criança deve ser capaz de se sentar sozinha. Além disso, observe: ela leva objetos à boca com precisão? Imita movimento de mastigação e demonstra interesse pelas refeições dos adultos, tentando pegá-las?

Se as respostas forem positivas, está liberado. Caso contrário, a falta de controle sobre o alimento indica que a criança pode até engasgar. “Se os pais derem a comida para o pequeno, o método deixa de ser o BLW. Caso a criança ainda não sente, a família pode optar por esperar ou iniciar outro método”, explica Fernanda.

Baby Led Weaning: do leite às comidas sólidas

A dieta até um ano de idade tem no leite a principal fonte de nutrientes. “Não tem problema se o bebê não comer logo de cara porque o método é antes uma exploração sensorial do que a base alimentar”, comenta a profissional.

No método tradicional a mãe determina o quanto o bebê come pois a oferta parte dela – e nem sempre ele está com fome, o que pode frustrá-la. Com o BLW ele aprende a regular sua fome e saciedade, o que pode gerar uma consciência útil quando ele crescer.

“Essa história de raspar o prato é furada: come quando tiver fome e apenas o necessário para saciá-la. É preciso ter paciência e saber que nem todos os pequeninos vão comer o que lhes é oferecido. Ao mesmo tempo, alguns pegam a comida e levam direto à boca”, arremata a nutricionista.

Quais são os benefícios do BLW?

A liberdade frente a própria alimentação e os estímulos sensoriais consequentes levam o pequeno a ter contato com cores, texturas, formas, sabores e aromas – o que pode, inclusive, encorajar a provar novos alimentos a longo prazo.

Além disso, o desenvolvimento motor é estimulado, auxiliando a criança a fortalecer as coordenações visuais, habilidades oro-faciais (que têm a ver com a mastigação) e a percepção espacial. “Meu filho, por exemplo, com um ano já comia sozinho com garfo”, conta Fernanda.

Os sentimentos de inclusão e pertencimento são assimilados por meio das refeições em família e podem estreitar os laços. Entre as desvantagens, a nutricionista cita apenas a sujeira. Mas que mal tem, não é mesmo? Criança tem que se sujar e descobrir!

Fonte: Blog Tricae

terça-feira, 18 de julho de 2017

5 razões para não deixar o bebê no Andador


Apesar de aparentemente inofensivo os andadores para bebês são desaconselhados e desnecessários porque eles podem atrasar o desenvolvimento motor normal da criança, fazendo-a até mesmo andar mais tarde, prejudicando também o seu desenvolvimento intelectual.
Além disso, o andador para bebês permite que a criança atinja uma maior velocidade, não dando tempo aos pais para reagir, aumentando o risco de acidentes como quedas que podem ser graves, provocando fraturas e até mesmo um traumatismo craniano. 

O andador para bebês pode ser prejudicial para o desenvolvimento do bebê por quê:

1. Faz o bebê andar mais tarde

A criança deve passar por todas as fases do desenvolvimento motor até aprender a andar sozinha e colocá-la no andador antes dela ser capaz de ficar de pé sozinha, mas com apoio, pode fazê-la andar até 1 mês mais tarde que o esperado.

2. Pode prejudicar as articulações do bebê

Colocar uma criança que ainda não consegue ficar de pé sozinha, mesmo que com apoio, num andador pode levar a lesões nas articulações dos membros inferiores, pois os músculos das pernas não estão devidamente fortalecidos e por isso as articulações podem ficar mais 'frouxas', havendo risco de lesões.

3. Forma de pisar errada

O bebê no andador adota uma postura incorreta, podendo provocar no futuro, má postura, problemas na coluna ou até ao andar. Além disso, quanto mais o bebê fica no andador, menos ele engatinha e este exercício de engatinhar e de levantar e sentar de forma constante é essencial para desenvolver a força nos músculos das pernas para que ele consiga andar sozinho.

4. O bebê pode se machucar

O bebê que utiliza o andador tem um maior risco de cair por tropeçar no tapete, nas cadeiras e nos próprios brinquedos espalhados pelo chão e ainda tem um grande risco de cair das escadas porque o andador atinge uma maior velocidade, dificultando que os pais alcancem o andador a tempo de o parar. Assim o bebê cai e corre o risco de ter até mesmo um traumatismo craniano.
Por estas razões, o andador infantil não é recomendado, sendo que ele só é indicado para crianças com problemas neurológicos, mas mesmo assim, um ortopedista ou fisioterapeuta deverão indicar o equipamento mais adequado para a altura e o peso da criança.

5. Atrasa o desenvolvimento intelectual

O bebê que fica preso no andador não consegue explorar tanto o ambiente à sua volta como as que estão livres no chão. Assim, o bebê tem menos oportunidade de se interessar pelos brinquedos à sua volta porque não consegue pegar nada do chão, por exemplo.

Como ajudar o bebê a andar mais rápido



Geralmente, o bebê começa a dar os primeiros passos a partir dos 9 meses e já consegue andar por volta dos 15 meses, porém para acelerar este processo os pais podem utilizar algumas estratégias como:
  • Deixar o bebê andar descalço;
  • Caminhar com o bebê, segurando-o pelas mãos;
  • Chamar pelo bebê a alguns metros dele para o incentivar a andar;
  • Chamar pelo bebê a alguns metros dele para vir pegar no seu brinquedo favorito.
Durante todo este processo, é importante os pais transmitirem calma e segurança ao bebê e deixá-lo explorar o espaço para ele se sentir seguro e confiante e conseguir andar. Veja também: 5 brincadeiras para ajudar o bebê a andar mais rápido.
Veja também como estimular o ritmo e o equilíbrio no bebê em: Como desenvolver o sentido de ritmo e equilíbrio nos bebês.

Fonte: Tua Saúde 

Leonardo DiCaprio e Martin Scorsese farão novo filme juntos

Filme será sobre os assassinatos de Osage e grande investigação do FBI.


Segundo a VarietyLeonardo DiCaprio (“O Regresso”) e Martin Scorsese (“Silencio”) estariam mais uma vez se juntando para fazer um novo filme, que será o próximo projeto de Scorsese depois de “The Irishman”.
Os dois estão trabalhando na adaptação de “Killers of the Flower Moon: The Osage Murders and the Birth of the FBI”. O designer de produção de Scorsese, Dante Ferranti, afirmou que o diretor estaria planejando filmar já na primavera do ano que vem. O filme é baseado no livro homônimo de David Grann, que também escreveu “A Cidade Perdida de Z”, outro livro que foi adaptado para os cinemas.
A história se passa em 1920 e acompanha os inúmeros assassinatos sofridos pelos membros da nação Osage, em Oklahoma, depois que óleo foi descoberto embaixo de suas terras. A série de assassinatos foi uma das primeiras grandes investigações de homicídio do FBI. DiCaprio e Scorsese já estavam de olho no projeto há algum tempo e agora o estão desenvolvendo junto com a Imperative Entertainment, que adquiriu os diretos de adaptação da obra por $5 milhões.
O projeto ainda não possui data de estreia.

7 fatos sobre a reforma trabalhista

Nos debates em torno da proposta no Congresso, nem sempre os parlamentares usaram dados de forma correta
Texto publicado originalmente pela Agência Pública.
Durante as discussões da reforma trabalhista proposta pelo governo Michel Temer (PMDB), deputados e senadores da base aliada e da oposição dispararam uma série de dados para apoiar ou criticar o projeto. Nem sempre as informações estavam corretas. Ao longo dos últimos meses, o Truco – projeto de fact-checking da Agência Pública – analisou sete argumentos usados pelos parlamentares. Veja quais são os fatos por trás das frases usadas pelos políticos.

1. O Brasil não é campeão mundial em processos trabalhistas.
O argumento falso de que o Brasil é o maior recordista em ações trabalhistas tem sido repetido insistentemente no Congresso e na imprensa. A afirmação foi encontrada pelo Truco no relatório da reforma trabalhista analisado na comissão especial da Câmara que debateu a proposta, elaborado pelo deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN). Nossa checagem mostrou que não há nenhum levantamento mundial ou pesquisa que comprove isso. Especialistas não recomendam comparar países com legislações completamente diferentes nessa área. Além disso, o grande número de processos não ocorre por falhas na legislação atual.


2. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é alterada constantemente.
Pelo menos 53 leis, decretos e medidas provisórias alteraram a CLT desde que foi criada, há 74 anos. As alterações serviram para complementá-la, regular alguns dos pontos ou modificar outros. Por isso, é falso dizer que se trata de uma legislação que ficou parada no tempo, como insinuou o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), em relatório apresentado na Comissão de Assuntos Sociais. O próprio parlamentar entrou em contradição no documento, que lista várias das mudanças.


3. O desemprego jamais chegou a 4,8% no governo Lula.
Ao comparar os índices de desemprego do governo Temer com os registrados nos dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado Caetano (PT-BA) exagerou e disse que a taxa era de 4,8% na administração do seu companheiro de partido. Embora a quantidade de desempregados tenha diminuído ao longo dos oito anos de Lula, a menor média anual foi de 6,7%, atingida em 2010, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os índices de desemprego foram mais baixos no governo Dilma Rousseff (PT), com a taxa média caindo a 4,8% em 2014. Mas logo depois começaram a aumentar progressivamente.


4. A informalidade não prejudica 45% dos trabalhadores.
A parcela de trabalhadores na informalidade é realmente muito alta no Brasil. De acordo com estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base em dados do IBGE, o porcentual está em 45%. Mas não está certo dizer que todas essas pessoas sofrem por estarem nessa condição, como fez o senador Romero Jucá (PMDB-RR) no relatório apresentado à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. Ainda que pequena, uma parte dos informais sem carteira assinada ou que trabalha por conta própria consegue rendimentos superiores a cinco salários mínimos.


5. A reforma trabalhista não muda a Constituição, mas retira direitos.
Por se tratar de um projeto de lei, a reforma trabalhista não tem o poder de alterar a Constituição. Há, no entanto, direitos que só são garantidos pela CLT e por leis complementares e eles não estão protegidos. Foi o que afirmou corretamente o senador Paulo Paim (PT-RS) no relatório apresentado à Comissão de Assuntos Sociais do Senado. A proposta do governo torna muitos desses direitos negociáveis, às vezes diretamente entre patrão e empregado. Para especialista na área ouvida pelo Truco, haverá precarização se a lei for aprovada.


6. O PT não deixou 14 milhões de pessoas desempregadas.
O desemprego começou a crescer no segundo mandato de Dilma, mas é distorcido dizer que todos os desempregados que existem hoje vêm do governo petista. Checado pelo Truco, o deputado federal Pauderney Avelino (DEM-AM) fez essa afirmação no plenário da Câmara. Diferenças na metodologia impedem de comparar os números do final do governo PT com os dados do IBGE de 2003, quando Lula assumiu, ou de 2011, quando Dilma iniciou seu primeiro mandato. Quando foi aprovado o impeachment, havia 12 milhões de desempregados. Ainda assim, todos os governos anteriores sempre tiveram um contingente variável de pessoas à procura de trabalho. O número nunca foi zero – e isso impede que todo o grupo seja colocado na conta de um presidente ou partido.


7. Força de trabalho potencial não pode ser somada ao total de desempregados.
Para inflar o contingente de pessoas desocupadas, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) somou o número de desempregados com outro dado, o da força de trabalho potencial. Segundo o IBGE, são “pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho, ou que procuraram, mas não estavam disponíveis para trabalhar”. Com isso, a conta passou de 14 milhões para 21 milhões de brasileiros. O instituto alerta que é errado fazer esse tipo de cálculo, por se tratarem de grupos diferentes. A medição serve para traçar um retrato mais fiel do mercado de trabalho.



Maurício Moraes é jornalista e editor na Agência Pública, Patrícia Figueiredo é estagiária de redação na Agência Pública.


segunda-feira, 17 de julho de 2017

O Peregrino | Livro escrito em 1678 será novamente adaptado para os cinemas

Projeto será feito por uma produtora especializada em filmes de temáticas religiosas.


Primeiro romance escrito em inglês, o livro “O Peregrino” vai novamente ser adaptado para as telonas, de acordo com o site “Hollywood Reporter”. O longa, atualmente denominado “Heavenquest: A Pilgrim’s Progress” (“Missão do Céu: A Jornada do Peregrino” em tradução livre), é o terceiro filme da produtora King Street Pictures, especializada em obras religiosas.
“O Peregrino” foi escrito em 1678 por John Bunyan e trata-se de uma alegoria da vida cristã. Traduzido para mais de 200 línguas, o livro tem o objetivo de levar o leitor a refletir sobre como deve ser a vida terrena, simbolizada pela jornada do protagonista chamado apenas de “Cristão”.
A obra serviu de base para outras adaptações, como “O Peregrino” (1979), que contava com Liam Neeson (“Silêncio”) em seu primeiro trabalho como ator, e o recente “O Peregrino – Uma Jornada Para o Céu” (2008), que deu uma visão moderna à alegoria.
Sem mais informações, a adaptação do livro, considerado por muitos cristãos o mais lido depois da Bíblia, não tem data de estreia prevista.

O que é fact-checking?

Nessa animação, o pessoal da Agência Pública explica a importância da checagem de informações em meio ao aumento de notícias falsas na rede
Publicado originalmente pela Agência Pública.
O fact-checking é uma checagem de fatos, isto é, um confrontamento de histórias com dados, pesquisas e registros.
Se um político jura que nunca foi acusado de corrupção, há registros judiciais que irão atestar se é verdade. Se o governo diz que a inflação diminuiu, é preciso checar nos índices se isso realmente ocorreu. E se uma corrente diz que há um projeto de lei para cancelar as eleições, é preciso conferir nas propostas em tramitação se essa informação é real.
O fact-checking é uma forma de qualificar o debate público por meio da apuração jornalística. De checar qual é o grau de verdade das informações. Reportagens do Buzzfeed e do The Guardian, por exemplo, mostraram que boa parte do conteúdo compartilhado na internet durante as últimas eleições nos Estados Unidos vieram de sites de notícias falsas. Situação semelhante aconteceu no Brasil na semana do impeachment de Dilma Rousseff.
Saiba mais sobre o que é checagem na animação a seguir.

Agência Pública mantém um projeto de fact-checking, o Truco, desde 2014, com o objetivo de verificar frases de políticos e personalidades. Com isso, qualifica-se o debate público e aprimora-se a democracia. Sugestões de checagens podem ser enviadas para o nosso WhatsApp: (11) 96488-5119 ou para o e-mail truco@apublica.org.

domingo, 2 de julho de 2017

Com zero surpresas, Meu Malvado Favorito 3 desiste de ser cinema para se assumir como produto

Por Roberto Sadovski



Em que ponto uma boa ideia se torna uma grande desculpa? Meu Malvado Favorito, de 2010, transformou um vilão em herói improvável, criando ao mesmo tempo um novo ícone pop, o malvadão Gru (com voz de Steve Carrell), e os melhores capangas da história com os amarelos e incompreensíveis minions. A criançada adorou, os adultos idem. Ninguém é ingênuo em acreditar que uma animação amparada com uma artilharia de marketing pesada não existe também para abraçar um mercado que rende, muitas vezes, mais que o filme em si. É o jogo do cinemão, é assim que ele sobrevive e, de forma indireta, alimenta a indústria de todos os lados – os dólares de um Meu Malvado Favorito dão lastro para um estúdio bancar projetos de apelo menos pulverizado. É um tremendo negócio!

Mas existe um equilíbrio delicado em fazer arte e alimentar um produto. A Era do Gelo, por exemplo, perdeu fôlego logo no primeiro filme, tornando-se uma série fraca na imaginação e rica em criar novas tralhas para consumo da petizada. O trem de Meu Malvado Favorito segurou o interesse na continuação de 2013 mas patinou nos trilhos quando, dois anos depois, gerou o spin off Minions. Foi um desastre, um filme que existiu com o único propósito de perpetuar camisetas, toalhas e bonequinhos de personagens coadjuvantes que em nenhum momento justificaram seu próprio longa. Mas Minions faturou pouco mais de 1 bilhão nas bilheterias mundiais, tornando-se o mais bem sucedido da série até então. “Construa que eles virão.”

Os minions já não tem mais tanta graça assim…

Meu Malvado Favorito 3 chega aos cinemas, portanto, para mostrar que a máquina não para. O frescor da novidade e a originalidade do conceito já deram bye bye, assim como desenvolvimento de personagens ou uma trama que exista por impulso criativo, e não por necessidade de manter as engrenagens girando. Como criação, o filme sequer arranha o vigor do original, ou as viradas bacanas da primeira continuação. Como produto, porém, é de tirar o chapéu. De uma só tacada, seus criadores bolaram um “novo” Gru, na forma de seu irmão gêmeo, Dru e inventaram um vilão mergulhado na hoje cool década de 80: Balthazar Bratt era uma criança prodígio com sua própria série de TV, em que fazia um adolescente maléfico, que perdeu tudo ao crescer. De alguma forma, agora adulto ele abraçou sua persona malvada e está disposto a engendrar alguma vingança genérica. Mas o plano envolve versões dele mesmo como action figure, o que deixa o filme ainda mais meta e pronto para ser embalado e colocado nas prateleiras.

Os roteiristas, verdadeiros heróis, equilibram ao menos cinco linhas narrativas. Primeiro, o plano de Balthazar. Depois, o relacionamento de Gru com Dru – este, um vilão fracassado de cabeleira loira que quer atrair o irmão de volta ao mundo do crime. Jogue na salada o malabarismo de Gru para capturar Balthazar e recuperar seu emprego como agente secreto; os minions, presos e dominando a cadeia, precisando fugir e reencontrar seu mestre; e, por fim, a busca de Agnes, caçula do trio de irmãs adotadas por nosso herói lá atrás no primeiro filme, por um unicórnio (!), dando chance de Lucy, namorada de Gru, descobrir-se como mãe. Com tanto barulho, é um milagre que o filme seja minimamente coerente, mesmo que nenhum ponto narrativo seja empolgante ou original. Resta a animação linda e acelerada, as cenas de ação com menos brilho e as gags que não vão incendiar nenhuma sala de cinema.

Mullet, ombreiras, bigodón, Madonna: vilão oitentista

O que ainda mantém a estrutura de Meu Malvado Favorito 3 em pé é a performance dupla de Steve Carrell como Gru/Dru. O ator entendeu a proposta do personagem já no primeiro segundo e aqui ele aperfeiçoa sua personalidade sarcástica, alguém acostumado a moldar o mundo segundo suas vontades, mas que encontra em sua família um verdadeiro sentido para toda sua energia maníaca. A voz caricata, que ganha mais luz quando ele assume o papel de Dru, é a de uma criança encarnando um vilão nas brincadeiras de jardim de infância. Gru não quer machucar ninguém de verdade; ele só quer o que é dele. A versão brazuca, nas mãos de Leandro Hassum, reproduz a mesma intenção e faz com que uma sessão dublada de Meu Malvado Favorito 3 seja uma experiência menos dolorosa.

No fim, esse é o objetivo da coisa toda. Se Hollywood vive de produtos, se o cinema muitas vezes é mera vitrine para um comércio paralelo, filmes como este, mirados na petizada, trazem um cenário familiar, com novidades inseridas com o mínimo de conflito com o esqueleto estabelecido. É exatamente isso que Meu Malvado Favorito 3 entrega: conforto e segurança para que a família aproveite uma sessão de cinema – ou um DVD comprado na gôndola do caixa do supermercado – com sobrevida na loja de brinquedos ao lado. Um grande ideia, portanto, torna-se uma grande desculpa quando o cinema é encarado unicamente como indústria. O que, infelizmente, deixou de ser exceção há tempos.


Dormir mais de dez horas por dia eleva risco de problemas cardiovasculares


Por Fabiana Cambricoli

Dormir muito pode ser mais perigoso para a saúde do que dormir pouco
Dormir mais horas do que o necessário traz mais riscos de problemas cardiovasculares do que dormir pouco. O alerta foi feito por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Instituto do Sono na última edição do World Congress on Brain, Behavior and Emotions, congresso sobre o cérebro realizado em Porto Alegre entre os dias 14 e 17 deste mês.
Em um dos painéis do evento, acompanhado pela reportagem, os cientistas apresentaram evidências de uma série de estudos nacionais e internacionais que identificaram os riscos à saúde associados à prática de dormir muito ou pouco.
Em pesquisa da Universidade de Nevada (EUA) e publicada no periódico Sleep Medicine neste ano, os autores concluíram que dormir de duas a quatro horas por noite aumenta em duas vezes o risco de sofrer enfarte ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). Já entre os que dormem mais de dez horas, esse risco é sete vezes maior.
Pesquisadora da Unifesp e palestrante do congresso, Lenise Jihe Kim explica que o fenômeno pode estar associado às características do sono de quem dorme demais. "Basicamente, os grandes dormidores teriam maiores despertares durante a noite, ou seja, um sono mais fragmentado. E a cada despertar a gente eleva a pressão arterial e a frequência cardíaca. Isso, cronicamente, leva à hipertensão e à inflamação, alterações cardiometabólicas que favorecem um AVC ou um enfarte", diz ela.


A especialista explica que, até poucos anos, os estudos dessa temática ficavam mais restritos aos riscos da privação do sono e não do excesso dele. "O assunto dos grandes dormidores é muito recente. Temos registros de alguns estudos um pouco mais antigos, mas pesquisas epidemiológicas com evidências populacionais são de 2016 para 2017", diz.
Um dos primeiros estudos que já apontavam os riscos de passar muitas horas na cama - conduzido por pesquisadores de Baltimore, nos Estados Unidos, e publicado em 2009 no periódico Journal of Sleep Research --mostrou que o risco de morrer por uma doença cardiovascular era 38% maior entre os que dormem muito em comparação com quem dorme oito horas por noite. O índice é bem maior do que o encontrado entre os que dormem pouco. Nesse grupo, o risco de mortalidade era 6% maior.
Lenise explica que uma das hipóteses para o dado é que a pessoa que dorme demais, ao contrário daquele que sofre com insônia, não enxerga em si um problema de saúde. "Ela não reconhece bem os sintomas, acha que, por ter a oportunidade de dormir mais, não tem problemas e não procura serviços médicos. Mas a verdade é que os que dormem mais horas costumam sofrer mais com problemas como ronco e apneia do sono", relata.
A especialista ressalta que não é só o número de horas que define um "grande dormidor". "São aquelas pessoas que dormem mais do que a média da população, que é de sete a oito horas por noite, mas que fazem isso porque precisam dessa quantidade de horas. Não é simplesmente porque têm uma oportunidade de dormir mais em um fim de semana, por exemplo, é porque tem a necessidade de dormir muito para se sentirem bem no dia seguinte", afirma.
Outros riscos
No outro extremo, o dos que passam poucas horas na cama, os pesquisadores apontaram como riscos problemas cardiovasculares, obesidade e outras doenças associadas ao excesso de peso. "Dormir de duas a quatro horas por noite eleva o risco de ganhar peso em 200%.
O motivo é que a restrição de sono provoca alterações metabólicas que alteram hormônios. Isso aumenta a nossa fome e diminui a sensação de saciedade. Ou seja, sem dormir direito, você vai comer mais do que comeria em um dia normal e vai preferir comidas calóricas, ricas em gordura e açúcares", explica Monica L. Andersen, diretora do Instituto do Sono, professora da Unifesp e também palestrante do congresso.
Tumor
O sistema de defesa do organismo também fica mais frágil com a privação de sono, segundo Sergio Tufik, presidente do instituto e também professor da Unifesp. "Dormir pouco prejudica o sistema imunológico e deixa nosso corpo mais suscetível até mesmo ao crescimento de células tumorais. Essas células estão presentes em todas as pessoas, mas, com o sistema de defesa funcionando bem, a chance de as combatermos é maior", explica.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Jornalistas escrevem biografia não autorizada de Marcelo Odebrecht


Um dos principais personagens dos últimos anos do Brasil, o empresário Marcelo Odebrecht é revelado pelos jornalistas Regiane Oliveira e Marcelo Cabral no livro “O Príncipe – Uma biografia não autorizada de Marcelo Odebrecht”, lançamento da editora Astral Cultural .
Regiane Oliveira, que atualmente trabalha no El País Brasil, e Marcelo Cabral, que soma mais de 15 anos de carreira e nos últimos quatro anos atuou como editor na revista Época Negócios, da Editora Globo, somaram experiências, conhecimentos e fontes em um árduo trabalho de levantamento de dados e investigação. Ambos realizaram dezenas de entrevistas com fontes próximas ao empresário, além de terem acesso aos inquéritos que correm na Justiça sobre as 41 fases da operação Lava Jato.
O resultado dessa pesquisa pode ser conferido nas mais de 400 páginas do livro, que revela de modo inédito a personalidade detalhista, disciplinada e obstinada de Marcelo Odebrecht. A obra revela toda a trajetória do herdeiro da maior dinastia corporativa brasileira, que recebeu o apelido de Príncipe, desde sua infância em Salvador, passando pela ascensão nos corredores da empresa familiar até a queda, com sua prisão pela Polícia Federal, bem como sua vida no cárcere e os detalhes de sua explosiva delação premiada.
O mergulho nesse universo de informações tem um propósito: mostrar como a vida do presidente do grupo Odebrecht é um desfile de paradoxos. Ao mesmo tempo em que possuía uma fachada de cidadão de bem – pai carinhoso, marido atencioso e homem discreto, avesso à ostentação, bem como um empresário que deu emprego a quase 200 mil pessoas, pagou bilhões de reais em impostos e levou um dos maiores grupos empresariais do país a uma era de ouro – também exercia a corrupção nas sombras.  Montou um sistema profissional de pagamento de propinas e caixa dois para uma legião de políticos de todos os espectros ideológicos e subverteu a cultura corporativa criada pelo seu avô, a TEO, uma espécie de teologia que prega a honestidade e a transparência.
Marcelo Odebrecht era, simultaneamente, o empresário respeitável, condenado como líder de quadrilha. Amado pelos funcionários. Temido pelos políticos. Um Príncipe que se sentia como o bobo da corte da República.Parte do material de pesquisa dos autores, como a transcrição da delação premiada feita por Marcelo Odebrecht à Justiça, estará disponível no site www.livrooprincipe.com.br, a partir do dia 1º de julho.