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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

OS 5 PRINCIPAIS PRÊMIOS LITERÁRIOS DO BRASIL

Os prêmios podem ser considerados uma retribuição em dinheiro ou objeto de valor, por serviço prestado, uma recompensa ou remuneração. Mas também é uma distinção conferida a alguém que se destaca por méritos, feitos ou trabalhos.


Autores já se preparam para os prêmios literários de 2017No mundo literário prêmios foram criados para estimular a escrita criativa e valorizar os melhores livros e autores. Nem sempre de forma justa aos olhos dos concorrentes mas, na maioria, as  premiações refletem os trabalhos relevantes de um determinado período ou ano, e um corpo de jurados trata, com imparcialidade, das avaliações dos inscritos.

Preparamos uma lista dos principais prêmios nacionais previstos para 2017, para que você possa já se preparar. E, mesmo para aqueles que ainda não publicaram sua obra, ainda dá tempo. Lembrando que as datas e prazos não são fixas, podendo ser alteradas e que não há também garantia de continuidade (exemplo do Prêmio Portugal Telecom, substituído em 2015 pelo Prêmio Oceanos).

Prêmio Sesc de Literatura | Promovido pelo Serviço Social do Comércio, premia anualmente obras inéditas nas categorias Conto e Romance, destinadas ao público adulto, escritas em língua portuguesa, por autores brasileiros ou estrangeiros, residentes no Brasil.

Prêmio São Paulo de Literatura | Criado em 2008 pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo difunde e valoriza a leitura. Seleciona anualmente os melhores livros de ficção, no gênero romance, escritos em língua portuguesa, originalmente editados e publicados no Brasil no ano anterior.

Prêmio Oceanos | A partir de 2015 o Prêmio Portugal Telecom de Literatura foi cancelado pelos antigos patrocinadores, passando a ser chamado de Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa (hoje patrocinado pelo Itaú Cultural). A premiação é focada nas obras de poesia, prosa e crônicas em língua portuguesa.

Prêmio Jabuti | Conhecido como o “oscar” da Literatura, o Jabuti (organizado pela Câmara Brasileira do Livro) lançará a sua 60ª edição e é, sem dúvida, o mais tradicional e antigo prêmio literário brasileiro, desde a sua primeira edição em 1959.

Prêmio Fundação Biblioteca Nacional | Também é anual e premia autores, tradutores e projetistas gráficos brasileiros em nove categorias: poesia, romance, conto, ensaio social, ensaio literário, tradução, projeto gráfico, literatura infantil e literatura juvenil.

Os prêmios literários são uma ótima oportunidade para divulgar a literatura, os temas pertinentes, conhecer novos escritores e obras. E para você, que sabe que tem um bom trabalho em mãos, “Mãos à Obra!”

Comece 2017 com grandes perspectivas. Prepare a sua obra para as premiações.


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Dicas para incentivar o prazer da leitura em crianças e adolescentes

Profissionais do programa "Ler É uma Viagem" mostram atitudes simples e fundamentais para despertar o gosto pela leitura.


“O leitor que mais admiro é aquele que não chegou até a presente linha.

Neste momento já interrompeu a leitura e está continuando a viagem por conta própria”.
A Arte de Ler – Mário Quintana


Em abril são comemoradas duas importantes datas no universo da literatura: o Dia Nacional do Livro Infantil (18) e Dia Mundial do Livro (23). A equipe do “Ler é uma Viagem”, um programa que estimula o acesso e prazer de ler em todas as idades, preparou algumas dicas para ajudar os pais na formação dos novos leitores:1. Comece cedo: diferente do que se pode imaginar, não existe uma idade certa para começar a apresentar para os pequenos o mundo da leitura.

Aliás, é possível incluir a convivência com as histórias e os livros desde a gestação. “Inclua sempre nas conversas diárias com o bebê a leitura e narração de histórias em voz alta. É importante também associar esse momento à tranquilidade e ao afeto”, ensina explica a Socióloga e Doutora em Ciência da Informação, Amanda Leal de Oliveira, que atua como consultora no “Ler é uma viagem”. 2.

Tenha atitudes leitoras: o exemplo também é fundamental para que as crianças e adolescentes entrem em contato com o prazer que a leitura pode proporcionar. Mostre para eles que você também é um leitor apaixonado. “Fale sobre os livros que você gostava quando tinha a mesma idade que ele, mostre quais são as histórias que você está lendo hoje. Leia em voz alta para eles histórias de que você também gosta muito”, comenta Élida Marques, leitora pública e idealizadora do Ler.3.

erque-os de livros: é importante que as crianças tenham sempre à mão diferentes livros e que possam ser livres para investigá-los. “Seja em casa ou visitando frequentemente bibliotecas, casas de amigos, familiares, centros culturais ou livrarias. Assim eles podem folhear e escolher o que querem ler”, diz Amanda.4. Não fique restrito às recomendações de faixa etária: elas são apenas recomendações! Muitas vezes as crianças e adolescentes gostam de textos e estilos que não foram desenvolvidos especificamente para eles.

“Os bebês, por exemplo, costumam gostar muito de poesia pelas rimas e textos com repetições e palavras. Neste caso, a sonoridade atrai a atenção deles”, exemplifica a profissional. “Muitos adolescentes também se encantam com livros com muitas ilustrações e pouco texto, pois são visuais e rápidos de ler”.5. Mostre que há um mundo para se explorar: ofereça o maior número possível de gêneros e formatos de livros.

“É importante que eles tenham contato com diferentes autores, dos clássicos aos modernos, com contos, crônicas e poesias, que possam conhecer diferentes tipos de ilustradores”, conta. “Também podemos mostrar que existem livros finos, grossos, fofinhos, etc. Assim eles podam encontrar os que mais gostam”.6. Ofereça paixões: encontre livros e histórias com temas que eles já gostam. “Muitas vezes o leitor começa a se apaixonar primeiro por temas que já são familiares para ele”, dá a dica.7.

Deixe que eles escolham: não tente impor o seu gosto pessoal para os novos leitores.Ofereça os estímulos para que ele descubra. 8. Não tenha preconceito: a profissional lembra que não existe certo e errado na paixão pelos livros.“As primeiras escolhas podem não ser as que você considera melhor, mas o importante é que eles leiam aquilo que desperta o interesse deles”, comenta Amanda.9. Saia do literário: o universo da leitura vai muito além dos livros e passa por toda a cultura escrita. “Muitas vezes a iniciação não acontece através da literatura, mas dos gibis, das revistas e de outros formatos escritos”, lembra.

“É importante que todos eles façam parte do universo do leitor”.10. Não fique chateado: se ele te interromper, se pular páginas ou ainda se ele não chega ao final da história. “O gosto pela leitura pode não ser “instantâneo”; ele exige tempo, depende do dia, do ambiente e de muitas histórias para que se consolide”, finaliza a profissional. Sobre o Ler é Uma Viagem

Programa criado em 2003, pela atriz Élida Marques, incentiva práticas leitoras através da mediação de leitura com música ao vivo, leitura pública, saraus, recitais, shows e eventos literários diversos.


Realizou mais de 500 apresentações e reuniu um público de mais de 30 mil pessoas que foram sensibilizadas pelo prazer que a leitura literária pode proporcionar. 

Os projetos apoiados por leis de incentivo do Ler é uma Viagem ocuparam praças, parques, bibliotecas públicas e principalmente escolas, com histórias de Monteiro Lobato, Guimarães Rosa e Hans Cristian Andersen, entre outros autores. Em andamento, destaque para “Dom Quixote de Lobato”, com patrocínio integral do Grupo CCR; e “Piquenique Literário”, com patrocínio das empresas Carioca Engenharia | Instituto João e Maria Backheusere CBMM.

Confira no site www.lereumaviagem.com.br  mais informações sobre as ações do programa, material de apoio pedagógico para educadores, dicas e conteúdos sobre leitura.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Seis sites para baixar livros gratuitamente e de forma legal

Quer ler mais sem "sentir dor no bolso"?


Separamos sites incríveis que disponibilizam obras para download gratuito.
Baixe e-books de forma legal, economize e viaje para lugares incríveis na frente do computador (ou do tablet, ou do reader):

1. Open Library - o site (que quer catalogar todos os livros do mundo) possui mais de um milhão de obras para download gratuito, em diversas línguas. Entre os livros em português, encontramos contos e romances de Monteiro Lobato, José de Alencar e Machado de Assis, por exemplo. Se você sabe ler em inglês, as opções são inúmeras.

2. Portal Domínio Público - lista obras em diversas línguas (incluindo 2 mil livros em português) que já estão em domínio público. É possível ler "A Divina Comédia", de Dante, por exemplo.

3. Projeto Gutemberg - mais de 100 mil livros em diversas línguas. Podem ser baixados em vários formatos.

4. eBooks Brasil - o site tem uma cara antiga e navegação pouco intuitiva, mas seu acervo funciona perfeitamente. Basta navegar pelo formato desejado de eBook pelos links logo abaixo da logomarca e buscar o que você deseja ler.

5. Obras raras da USP - o site reúne imagens de edições incríveis. O acervo ainda é pequeno (não mais que 30 livros) - mas só a chance de explorar essa edição impressionante de Dom Quixote vale a visita. 

6. Wikisource - a "biblioteca" da Wikipedia reúne livros que estão sob domínio público ou sob a licença "Creative Commons".  Na versão lusófona, temos mais de 27 mil textos disponíveis, divididos em categorias como períodos literários, países de origem e anos em que foram escritos.


domingo, 15 de janeiro de 2017

Site disponibiliza acervo raro com mais de 2 mil obras da literatura de cordel

Casa Rui Barbosa disponibilizou acervo raro de literatura de cordel. São mais de 2 mil obras


Um acervo raro da literatura de cordel, gênero literário muito popular no nordeste brasileiro, agora está disponível para os leitores de maneira online e gratuita.

A Fundação Casa Rui Barbosa (FCRB) criou o Cordel – Literatura Popular em Verso, um site que reúne, até o momento, obras de 21 cordelistas. No total, estão disponíveis 2.340 folhetos para consulta.

O site reúne versões originais e variantes dos cordéis. Foram disponibilizados ao público aqueles que já estão em domínio público e os que foram autorizados pelos próprios autores ou por suas famílias a fazerem parte do acervo digital.

O projeto foi idealizado pela professora Ivone da Silva Ramos Maya que, após receber um material muito raro do cordelista Leandro Gomes de Barros, um dos mais reconhecidos e importantes poetas do gênero, passou a imaginar um meio de dividir com o público os escritos do autor.

Em entrevista concedida ao Ministério da Cultura, ela diz que tem planos de ir mais longe com a ideia: “pretendo encaminhar uma proposta para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), para que o cordel seja tombado como patrimônio da humanidade”, disse.

Além dos folhetos, o site possui também biografias dos autores e a bibliografia disponível na FCRB com 400 referências dentre artigos, livros, recortes, teses e dissertações.


sábado, 14 de janeiro de 2017

Crítica | Sete Minutos Depois da Meia-Noite

Sete Minutos Depois da Meia-Noite brinca e dialoga com uma específica condição do cinema: a arte do sonho.


O filme faz um jogo entre camadas de sonhos, fantasias e ficções para solucionar um problema real do protagonista, utilizando os aparatos do cinema para ilustrar a mente infantil de forma lúdica e como essa invenção psicológica pode ser um grande benefício.

Evidentemente que isso é bastante recorrente no cinema; nesse ano mesmo pôde ser vistos alguns filmes que seguiram por essa lógica, como o terror Sono da Morte, o thriller psicológico As Nove Vidas de Louis Drax, e até mesmo a fantasia mais recente de Tim Burton, O Lar das Crianças Peculiares. Já Sete Minutos Depois da Meia-Noite opta pelo viés do drama familiar.

O longa, adaptado do livro homônimo escrito por Patrick Ness, que também assina o roteiro do filme, acompanha a história de Conor, um garoto isolado, que convive com o risco de perder sua mãe na luta contra o câncer. Até que o garoto começa a receber a visita de um monstro que passa a contar histórias para que o personagem entenda o que está acontecendo consigo próprio.

Dessa forma, o mais interessante é a oposição entre esses mundos, o real e o fantástico. Algo que o diretor J.A. Bayona já abordara em outra chave no seu primeiro longa, O Orfanato (2007). Em Sete Minutos… o problema real é tão grande que há uma recusa por parte de Conor em aceitar esses sonhos esclarecedores. Há nessa questão a explicação por esse mundo onírico vir através da figura de um monstro. Esse plano do onírico e do fantástico vem por meio de uma invasão violenta, que tenta explanar para aquele menino o que ocorre, mesmo que esse processo seja bastante dolorido.

Assim, Sete Minutos Depois da Meia-Noite joga com essas contradições entre o mundo real e o fantástico. É curioso, por exemplo, como o cotidiano de Conor é retratado de forma silenciosa, com pouquíssimos diálogos e sem trilha musical, numa mise-en-scene que recusa expressar aqueles problemas, justamente como seu personagem. Por outro lado, quando há entrada daquele monstro, o filme toma um desenho sonoro extremamente forte, cheio de ruídos e até mesmo a forte presença da voz do monstro que agride, ou ao menos provoca o protagonista, assim como o espectador.

É interessante como esse embate entre os dois mundos vai ficando cada vez mais fluído. As fronteiras entre realidade e fantasia vão se dissipando, como se um habitasse o outro. Dessa forma, vale ressaltar o trabalho de montagem de Jaume Martí e Bernart Vilaplana, que conectam esses mundos através da edição, utilizando cortes em que o mundo real é continuação do imaginário, em que o movimento dentro de uma esfera é completada no outro âmbito, unindo essas duas dimensões.

Nesse movimento gradual de diluição dos limites entre fantasia e realidade, as histórias contadas pelo monstro assumem dois caráteres: o primeiro da obviedade, de construir pontes claras entre esses dois mundos; e o segundo de explorar uma inventividade estética. Desses dois pontos, é evidente que o primeiro por muitas vezes torna-se incômodo. Se aqueles sonhos vêm justamente para clarear a relação entre aquele garoto e o mundo real, as metáforas presentes nas histórias são extremamente óbvias, subestimando bastante a capacidade do espectador. Nessas histórias bastante didáticas, o que vale ser ressaltado é como são anti-maniqueístas, desejando sempre que Conor e o público pensem de forma complexa sobre o que é fazer o bem de verdade, por exemplo.

Se esses contos são recheados de um didatismo verbal até certo ponto irritante, Bayona é hábil ao deixar essas histórias completamente interessantes. Isso ocorre pelo rebuscamento visual adotado pelo filme. As histórias narradas pelo monstros tornam-se animações que parecem ter sido feitas com tinta pastel, diferenciando-se da construção realista do mundo de Conor, ou do uso dos recursos gráficos que compõem o monstro. Isso surge mesmo nos momentos em que as fronteiras do real já estão diluindo-se, o live action mistura-se com aquelas animações, conferindo ao filme um interessante visual.

Assim, nesse jogo, Sete Minutos Depois da Meia-Noite consegue explorar seus delicados momentos, aliando a leveza que seu visual lhe atribui, mas aprofundando-se nas relação dramáticas entre os seus personagens. Aqui, J.A. Bayona demonstra certa inconstância, uma vez que ao longo do filme constrói sequências intensas emocionalmente sem cair no clichê, mantendo uma sobriedade invejável, um filme muitos vezes calcado no silêncio, na dor que não consegue ser expressada no mundo real. No entanto, minutos depois, mais para o fim da projeção, o diretor aplica sequências que parecem meras chantagens emocionais, buscando numa trilha musical melodramático seu resultado emocional.

Sete Minutos Depois da Meia-Noite é um filme que peca em muitos detalhes, e é até bastante irregular. No entanto, como já visto esse ano, o tema retratado é importante e pode ser muito bem explorado, e o longa de fantasia encontra uma chave importante, não recusando o sentimento em momento algum, além de aliar uma rica inventividade estética.



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O preço que Scorsese pagou por levar quase 30 anos para fazer "Silêncio"


Martin Scorsese apresentou nesta sexta-feira (13), em Paris, "Silêncio", seu filme mais pessoal e que planejou realizar desde os anos de 1990. Rodado em Taiwan, a trama se baseia na obra histórica homônima do japonês Shusaku Endo e narra as dificuldades dos missionários jesuítas no Japão no século 17.
Com "Silêncio", Scorsese, que se define como um católico não praticante, pretende "abrir um diálogo" com o público e mostrar "até que ponto a espiritualidade é parte integrante do ser humano". "O mundo não deve abandonar a espiritualidade, apesar dos atuais acontecimentos terríveis", afirmou ele.
O diretor fez e desfez este filme em sua cabeça por décadas, mudando, inclusive, o elenco, porque os atores "iam envelhecendo". E convencer Hollywood também não foi fácil. Ele precisou superar "problemas financeiros e legais" e "três ou quartos grandes atores" rejeitaram o convite porque "a religião não fazia parte de sua vida".
Sem citar nomes, Scorsese contou que um deles chegou a descartar o filme durante as filmagens de "O Lobo de Wall Street", protagonizado por Leonardo DiCaprio. Para ele, em Hollywood são necessários "atores que atraiam dinheiro", mas ao mesmo tempo corre-se o risco de trabalhar com quem "não acredita no projeto". Para "Silêncio", o diretor levou Andrew Garfield, Liam Neeson e Adam Driver.
Aos 74 anos, o diretor de "Taxi Driver" e "A Última Tentação de Cristo" assegurou que já "não tem nada a esconder", nem precisa "demonstrar que sabe utilizar uma câmera". "Este filme é o que sou agora. Não sigo a moda", destacou. "De alguma forma, este é o filme que mais se entrelaçou com a minha vida pessoal".
Até mesmo as filmagens na natureza, que disse tê-lo feito descobrir, por exemplo, o som das marés, foi uma "experiência mística". "Sou nova-iorquino, alérgico a tudo (...) e de repente me encontrei no topo de uma montanha", contou. "Viemos do silêncio e é para lá que vamos. Deveríamos aprender a nos sentir confortáveis com isso", disse, em alusão ao título do filme.
Em novembro, ele apresentou "Silêncio" no Vaticano, logo após se reunir com o papa Francisco.

Fonte: UOL Cinema

Ler dois livros ao mesmo tempo exercita o cérebro?

Descubra se vale a pena ou não consumir várias histórias de uma só vez.


Parece ser uma coisa complicada ou impossível, mas existem pessoas que conseguem ler mais de uma obra simultaneamente e lembrar de todos os enredos.

Estudos afirmam que esse hábito força o nosso cérebro a lembrar de mais coisas e abrir espaço para mais memórias, além de aguçar a concentração.

Outras pessoas afirmam que ler vários livros ao mesmo fazem com que o livro fique menos chato, e a vontade de terminá-lo aumente. Outros escolhem assim para caso não gostem do livro ou queiram saber de uma parte específica não precisem ficar presos a ele. O cérebro é um músculo, e fazer de tudo para exercitá-lo o tornará mais forte.

Alguns #Livros podem ser muito extensos ou difíceis de ler, então há a necessidade de leituras alternativas para dar uma “relaxa”. No começo será difícil, mas com o tempo você poderá ter concentração para fazer várias coisas ao mesmo tempo. Tente ler em horários específicos, para assim você criar uma rotina e se adaptar mais fácil.

Porém, se você aposta na prática para ler mais livros em menos tempo, saiba que poderá estar se cansando em vão, pois o tempo para ler ambos seria o mesmo caso fosse lê-los separadamente ou até maior, pois enquanto se acostuma, terá que voltar em algumas partes pois o risco de esquecimento é maior. Outras pessoas afirmam que desse modo acabam perdendo o foco e confundindo os personagens mesmo depois de algum tempo, ou não possuem muito tempo disponível para isso. Também corre o risco de abandonar um dos dois, sejam os temas iguais ou diferentes, pois haveria comparação.

Ainda há um terceiro grupo, que preferem reler um livro no mesmo instante em que começam um inédito, assim movimentam a prateleira e não deixam seus velhos amigos empoeirados.

Independente de ser um ou 5 livros, a #leitura deve ser fundamental e recorrente no dia a dia, pois trás vários benefícios: estímulo da criatividade, relaxa a mente, absorção de conhecimento e informação, etc. Atualmente, 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro, lendo apenas de 4 á 5 livros no ano.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Literatura espírita se expande com e-books

Primeira livraria de obras digitais da religião no Brasil foi lançada pela Editora Celd com a plataforma Bibliomundi.


Espiritismo reúne 3,8 milhões de adeptos no país, segundo IBGE

Com expressivo mercado no Brasil, o segmento editorial espírita passa a dispor da primeira plataforma para publicação e venda regular de livros digitais. A livraria virtual, lançada pela Editora Celd - Léon Denis, conta inicialmente com cerca de 20 obras em Língua Portuguesa convertidas eletronicamente, que podem ser lidas na tela do tablet, do smartphone ou do computador. A tecnologia foi viabilizada pela plataforma de publicação e distribuição de e-books Bibliomundi e está disponível no endereço:  www.edicoesleondenis.com

Raphael Secchin, fundador da Bibliomundi (www.bibliomundi.com.br), ressalta que a novidade possibilita acesso dos e-books espíritas a mais de 250 milhões de pessoas que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa. “A iniciativa da Editora Celd representa um novo caminho para democratizar e ampliar o acesso à cultura espírita-cristã. É uma facilidade para os leitores do Brasil e do exterior que se comunicam em Português e poderão adquirir as obras em qualquer lugar do mundo”, afirma.

Na lista de títulos, estão as cinco obras que integram a Codificação Espírita – conjunto de livros escritos na França por Allan Kardec, fundador da doutrina, no século XIX: “Livro dos Espíritos” (1857), “Livro dos Médiuns” (1861), “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (1864), “O Céu e o Inferno” (1865) e “A Gênese” (1867).

“Existem muitas pessoas espíritas fora do Brasil e o principal problema que elas relatam é a dificuldade de acesso a livros do segmento. Enviar o livro espírita para fora do país ainda é muito caro. Todos que têm acesso à internet estão aptos, com essa plataforma, a receber o seu livro na hora. O acesso ao conteúdo é imediato e de forma prática”, explica Vitor Nogueira, do departamento de distribuição da Editora Celd. De acordo com ele, o usuário pode montar uma biblioteca no dispositivo e desfrutar da leitura em qualquer lugar.

Segundo o último censo do IBGE, de 2010, o espiritismo tem 3,8 milhões de adeptos no Brasil e é a terceira maior religião do país, depois dos evangélicos e católicos. Há 14 mil centros espíritas cadastrados na Federação Espírita Brasileira. Reportagem da revista ‘Superinteressante’, de maio de 2015, apontou que o mercado editorial espírita fatura mais de R$ 500 milhões por ano, com mais de 150 milhões de livros vendidos no Brasil.

 A Bibliomundi disponibiliza, na Google Play, um aplicativo que permite ao leitor escolher onde deseja comprar seus e-books, por preço ou por afinidade. A ferramenta proporciona conforto visual na leitura noturna, evitando a sensação de vista cansada. O usuário pode ainda personalizar sua experiência, ajustando os textos para a fonte e o tamanho que melhor lhe agradam. A Bibliomundi funciona ainda como plataforma de autopublicação e edição de livros digitais para os escritores, com informações do perfil do leitor e da leitura da obra para acompanhamento pelos autores.


Harry Potter e a Criança Amaldiçoada é o livro mais vendido de 2016 na Amazon americana

Oitavo livro da saga foi lançado nos Estados Unidos em julho


A divisão norte-americana da Amazon anunciou que a edição de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada foi o livro mais vendido em seu site em 2016. O segundo e terceiro lugares ficaram respectivamente com When Breath Becomes Air, do médico Paul Kalanithi (publicado no Brasil pela Sextante com o título O Último Sopro de Vida) e o thriller The Whistler, de John Grisham (ainda inédito no país, o autor é publicado pela Rocco).

"O poder de Potter ainda é muito forte, e leitores das mais variadas idades parecem não se cansar de Hogwarts. O livro foi certamente o mais esperado do ano, e quebrou diversos recordes de pré-venda muito antes de seu lançamento oficial", comentou o editor da Amazon Chris Schluep.

Lançado dia 31 de julho nos EUA, o livro também foi um sucesso no Brasil. Lançado no fim de outubro, o livro já vendeu incríveis 150 mil exemplares no país. Para efeitos de comparação, o livro mais vendido no ano até agora, de acordo com o site especializado PublishNews, é Como eu era antes de você, de Jojo Moyes, com pouco mais de 350 mil exemplares vendidos.

A peça pode ir para a Broadway em 2018. O site diz que os produtores estão em negociações avançadas para uma temporada no New York's Lyric Theater. Se confirmada, essa será a primeira saída da peça de Londres, e pode abrir caminho para outros lugares no futuro - incluindo o Brasil.

Fonte: Omelete

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Filme brasileiro sobre Tiradentes está na competição do Festival de Berlim


O Brasil foi selecionado para participar da competição oficial do Festival de Berlim de 2017 com o filme "Joaquim", de Marcelo Gomes ("Cinema, Aspirinas e Urubus"), sobre o herói Tiradentes vivido no longa por Julio Machado. O Festival se realiza entre 9 e 19 de fevereiro.

O filme aborda o período em que Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, toma consciência dos problemas sociais ao seu redor e da exploração da Coroa Portuguesa. Líder da Inconfidência Mineira e primeiro mártir da Independência do Brasil, Tiradentes, nasceu em Minas Gerais em 1746. 

Sobre ele recaiu a responsabilidade pelo movimento, sendo o único conspirador condenado à morte. Tiradentes foi enforcado em 21 de abril de 1792 e teve seu corpo esquartejado.

O papel de mais destaque de Júlio Machado foi na TV, no papel de Clemente em "Velho Chico". Seu personagem era o fiel jagunço do coronel Afrânio (Rodrigo Santoro). O ator também participou na novela "Império".

Paul Verhoeven, diretor de um dos filmes mais falados do ano, "Elle", presidirá o júri do Festival. 

"Logan", terceira aventura solo de Wolverine, e "T2 Transpoiting", sequencia do filme de 1996, foram anunciados fora da competição. 

Outros dois longas brasileiros, "A Mulher do Pai" e "As Duas Irenes", foram selecionados para a Mostra Generation, com temática jovem, do Festival de Berlim de 2017. Há ainda o curta "Está Vendo Coisas", de Bárbara Wagner & Benjamin de Burca na competição. 
Veja lista dos filmes em competição no festival:

Bamui haebyun-eoseo honja (On the Beach at Night Alone)
Coreia do Sul
Direção: Hong Sangsoo (Nobody's Daughter Haewon, Right Now, Wrong Then)

Helle Nächte (Bright Nights)
Germany / Norway
Direção: Thomas Arslan (Dealer, Vacation, In the Shadows, Gold)

Joaquim
Brazil / Portugal
Direção: Marcelo Gomes (Cinema, Aspirins e Urubus, O Homem das Multidões, Viajo porque preciso, volto porque te amo)

Mr. Long
Japan / Germany / Hong Kong, China / Taiwan
Direção: Sabu (Monday, Chasuke’s Journey)

Return to Montauk
Germany / France / Ireland
Direção: Volker Schlöndorff (The Tin Drum, Diplomatie)

Wilde Maus (Wild Mouse)
Austria
Direção: Josef Hader

Fonte: UOL Cinema

J.R.R Tolkien 125 anos | A curiosa trajetória do sucesso tardio de O Senhor dos Anéis

Edição pirata norte-americana e movimento hippie transformaram livro em bestseller quando escritor tinha mais de 60 anos


No dia 3 de janeiro de 1892, nasceu John Ronald Reuel Tolkien. Em 2017, a efeméride fica ainda mais especial, pois Tolkien completa 125 anos. E o ano promete para os fãs do escritor. Em meio a edições comemorativas e livros inéditos, Tolkien segue sendo celebrado como um dos autores mais influentes dentro da literatura mítica moderna. E não é para menos. O garoto nascido em Blumefontaina, na África do Sul e que gostava de inventar novas línguas mudou para sempre o gênero da fantasia ao criar a Terra-Média um mundo complexo e de grande riqueza cultural, linguística e mitológica.

No entanto, o sucesso de O Senhor dos Anéis demorou para acontecer. É estranho pensar nisso hoje em dia, ainda mais após a conquista de uma nova audiência com as adaptações de Peter Jackson para o cinema, mas, uma breve análise da trajetória comercial do livro evidencia que o sucesso global veio muito tarde. Tolkien já passava dos sessenta anos quando O Senhor dos Anéis fez dele um autor best-seller. Apesar do imediato sucesso no Reino Unido, foram necessários dez anos para que editora comprasse os direitos de publicação nos Estados Unidos, em uma história cercada de curiosidades e determinante para a transformação de O Senhor dos Anéis em um fenômeno mundial.

Em 21 de setembro de 1937, Tolkien publicou O Hobbit e imediatamente o trabalho foi bem recebido por crítica e público, com a tiragem de 3.500 exemplares se esgotando de forma rápida. Apenas um mês depois do lançamento, Tolkien e seus editores começaram a conversar sobre uma sequência. O autor então ofereceu à editora O Silmarillion, mas este projeto foi  recusado pelos executivos, que estavam buscado um livro no mesmo tom do O Hobbit. Tolkien percebeu então que o ponto de partida seria o anel recuperado por Bilbo na caverna de Gollum. A história cresceu e o primeiro volume de O Senhor dos Anéis foi publicado na Inglaterra no verão de 1954, quase 16 anos depois de Tolkien ter iniciado o trabalho.


Os três volumes foram publicados entre 54 e 55 na Inglaterra pela Allen & Unwin e importados para o Estados Unidos pela Houghton Mifflin. No início de 1964, Donald Wollhein, funcionário da Ace Books, editora conhecida por publicações em formatos populares e de menor custo, começou a observar o sucesso do O Senhor dos Aneis entre os universitários norte-americanos, especialmente na Califórnia. Empolgado com o potencial da obra, Wollhein ligou para Tolkien e perguntou se o professor  autorizaria a publicação da trilogia em paperbacks. A resposta foi curta e grossa: “Nunca permitirei que meus grandes trabalhos sejam lançados em um formato tão degenerado como paperback”.

Obstinado, Wollhein então pesquisou a situação contratual das obras de Tolkien nos Estados Unidos e descobriu um furo de copyright no contrato com a editora que importava a obra para a América. Se aproveitando da confusa política de copyright nos EUA da época, a Ace publicou em junho de 1965 as edições “degeneradas”, que logo caíram no gosto popular. Pressionado pela editora, Tolkien se viu obrigado a completar uma série de revisões na qual já vinha trabalhando, para que sua editora americana pudesse lançar novas edições tanto de O Senhor dos Anéis quanto de O Hobbit. Vendo o aproveitamento da trilogia da Ace nas vendas, a Houghton & Mifflin decidiu lançar uma versão original sem revisões do autor em uma edição sem muitos atrativos, o que rendeu críticas do próprio Tolkien.

Ainda que as edições da Ballantine viessem com uma declaração de autorização de publicação do autor, a Ace Books vendia os livros com um preço mais barato ($ 0.75 contra $ 0.95 da Ballantine) e capas mais atraentes. Em suas respostas às cartas de fãs norte-americanos, Tolkien contava sobre o aborrecimento que sentia em relação à confusão editorial. O boca-a-boca entre os fãs cresceu com uma velocidade impressionante e, em poucos meses, o imbróglio chegou à imprensa nacional, intrigando pessoas que nunca haviam lido O Senhor dos Aneis a procurar o volume nas livrarias. Durante o ano de 1965, 100 mil exemplares da edição da Ace haviam sido vendidos. Em seis meses do mesmo ano, a edição da Ballantine alcançou a marca de um milhão de exemplares vendidos.

A pressão excercida por grupos de fãs das obras do autor mostrava um pouco das proporções que Tolkien começava a adquirir dentro da cultura popular da época. A publicidade e o envolvimento dos leitores na briga editorial entre a Ace Books e a Ballantine, aliados à significativa marca de um milhão de exemplares vendidos, provocaram o surgimento de um certo culto sobre o autor, que caiu nas graças da juventude norte-americana e encontrou ecos dentro do movimento hippie. Rapidamente, Tolkien se viu no meio de um furacão midiático, sendo transformado em uma espécie de guru e pavimentando seu caminho para se tornar a principal referência dentro da literatura fantástica, praticamente um sinônimo do gênero.

Próximo da aposentadoria e ansioso para dedicar o tempo livre na edição de outros projetos, principalmente O Silmarillion, livro que passou quase quarenta anos escrevendo, J.R.R Tolkien não aproveitou totalmente o sucesso de O Senhor dos Aneis. De personalidade forte, não gostou de ter se tornado uma figura cultuada, não entendendo o porquê das pessoas se interessarem tanto por sua rotina, hábitos ou vida privada. Para Tolkien, só a obra importava. 125 anos depois de seu nascimento, podemos afirmar com segurança de que ele estava certo.

Fonte: Omelete

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Prêmio Sesc de Literatura 2017 abre inscrições

Prazo será entre 09/01 e 17/02.


Concurso identifica escritores inéditos que possuem obras com qualidade literária para edição e circulação nacional

O Prêmio Sesc de Literatura, concurso que revela novos talentos da literatura nacional, abre no dia 9 de janeiro as inscrições para mais uma edição.

Até o dia 17 de fevereiro, os candidatos poderão concorrer nas categorias "Conto" e "Romance". Os vencedores terão suas obras publicadas pela editora Record, que é responsável pela edição e distribuição, com tiragem inicial de dois mil exemplares. Edital completo e inscrições no link. 

Para participar, os candidatos deverão apresentar os originais de romances e as coletâneas de contos inéditos. O autor poderá concorrer nas duas categorias desde que tenha obras nunca publicadas em ambas, inclusive em plataforma online. Neste caso, as inscrições serão realizadas separadamente. O processo seletivo será realizado via internet, desde o envio de informações pessoais até a obra digitalizada. Todos os trabalhos são submetidos à avaliação das comissões julgadoras compostas por escritores, especialistas em literatura, jornalistas e críticos literários definidos pelo Sesc. Os vencedores serão anunciados em junho de 2017.

Franklin Carvalho e Mário Rodrigues foram os vencedores do Prêmio Sesc 2016, nas categorias "Romance" e "Conto", respectivamente, com os livros “Céus e Terra” e “Receita Para se Fazer um Monstro”. “Ganhar foi a sensação de dever cumprido, além de abrir caminhos para que o meu trabalho seja divulgado em todo o país. Essa conquista foi um importante reconhecimento à minha produção literária”, destaca Mário. “Eu mesmo me indagava se alguém leria as alegorias que inventei. Sinto-me recompensado e com uma grande responsabilidade para os projetos futuros”, conclui o jornalista baiano Franklin Carvalho.

Mais sobre o Prêmio Sesc

Lançado pelo Sesc em 2003, o concurso identifica escritores inéditos, cujas obras possuam qualidade literária para edição e circulação nacional. Até agora já foram revelados 23 novos autores. Além de incluí-los em programações literárias do Sesc, o prêmio também abre uma porta do mercado editorial aos estreantes: os livros vencedores são publicados e distribuídos pela editora Record. Mais do que oferecer uma oportunidade aos novos escritores, o Prêmio Sesc de Literatura cumpre um importante papel na área cultural, proporcionando uma renovação no panorama literário brasileiro.

Serviço:

Prêmio Sesc de Literatura
Data de inscrições: de 9 de janeiro a 17 de fevereiro 
O edital completo estará disponível em www.sesc.com.br/premiosesc
Mais Informações: literatura@sesc.com.br 


Os melhores livros infantis de 2016, segundo quem entende de criança

Especialistas em literatura infantil e educação recomendam os melhores lançamentos da área no ano


O ano que passou foi repleto de lançamentos interessantes no universo da literatura infantil.

Temas complexos como ditadura, nova configuração de família, refugiados e separação dos pais, por exemplo, ganharam olhares lúdicos em edições lançadas no país em 2016.

A safra de literatura infantil recém-lançada pode ser, também, uma boa alternativa de presentes para as crianças para o Natal. Para saber os maiores destaques na produção literária voltada às crianças, o Nexo conversou com as seguintes profissionais e especialistas que se dedicam ao universo da educação e literatura infantil:

Cássia Bittens, psicóloga, jurada do Prêmio Jabuti em 2013 a 2016 e criadora do projeto Literatura de Berço

Thaís Caramico, mestre em Literatura Infantojuvenil na Universidade Autônoma de Barcelona e responsável pelo projeto Bebeteca News

Sandra Medrano, pedagoga, mestre em didática da língua portuguesa e coordenadora pedagógica de projetos de formação de professores pela Comunidade Educativa CEDAC


Os livros indicados


AS CORES DOS PÁSSAROS’, DE LÚCIA HIRATSUKA (ROVELLE)

CÁSSIA BITTENS "A narrativa somada a ilustração fazem deste reconto uma obra poética. Lúcia aproximou uma fábula japonesa das crianças brasileiras, acrescentado pássaros brasileiros e não abrindo mão da precisão e suavidade das pinceladas que explodem em cores no decorrer da história.”


A DITADURA É ASSIM’, DE EQUIPO PLANTEL E MIKEL CASAL (BOITATÁ)

THAIS CARAMICO "Foi criado na Espanha, após o regime franquista, mas faz questão de permanecer atual até mesmo no título. Quando se diz que a ditadura "é" assim - imperativa, uma ordem -  é como se mesmo sem existir ela pudesse ser vista em marcas que não somem no tempo, e isso abre uma discussão ótima com as crianças. O texto ácido (ou divertido) é um jeito incrível de pensar em pontos de vistas, especialmente porque dialogam com as ilustrações que obviamente contradizem as palavras, por ironia. Tudo assim muito bem pensado, com palavras certas, surpresas, sem didatismo e, ainda por cima, com beleza.”


‘A VIAGEM’, DE FRANCESCA SANNA (VERGARA & RIBA)

CÁSSIA BITTENS  “Inspirado em relatos reais de refugiados, o livro fala sobre a travessia  de uma família  que foge da guerra em busca de um novo lar. Com ilustrações imponentes, da própria autora, e um texto primoroso.”


‘BRANCA DE NEVE’, DE JACOB E WILHELM GRIMM, RECONTO DE GIL VELOSO (EDITORA PULO DO GATO)

SANDRA MEDRANO “Em meio a tantas edições de clássicos, este livro se destaca pela qualidade da linguagem utilizada para este reconto e pelas imagens delicadas que combinam perfeitamente com o universo do contos de fadas.”


'DRUFS’, DE EVA FURNARI (EDITORA MODERNA)

CÁSSIA BITTENS  “Neste livro Eva Furnari traz um tema atual e inova nas ilustrações. Sem preconceitos e com ilustrações surpreendentes, a autora traz ao leitor a possibilidade de pensar sob nova perspectiva as famílias e relações familiares.”


‘LÁ E AQUI’, DE CAROLINA MOREYRA E ODILON MORAES (PEQUENA ZAHAR)

THAÍS CARAMICO “É um livro pequeno, como se o formato já entregasse ao leitor: pegue com carinho, abra devagar, respire lentamente ao virar as páginas, que aliás são cheias de silêncio, ora sem palavras, às vezes sem imagens.Trata a separação dos pais com metáforas delicadas, cuidadosas e líricas, tomando conta de respeitar a inteligência da criança e todas suas emoções diante de um momento delicado: os peixinhos que habitavam o lago na frente da casa foram morar nos olhos úmidos das mães.”


‘UM ABRAÇO, PASSO A PASSO’, DE TINO FREITAS E JANA GLATT (PANDA BOOKS)

CÁSSIA BITTENS “Colorido, direto e instigante, este livro é uma grande brincadeira (ou não), sobre a aquisição do andar na perspectiva do bebê.”


‘YAKUBA’, DE THIERRY DEDIEL (EDITORA GALERA JÚNIOR)

SANDRA MEDRANO “Livro com imagens fortes e história impactante. O rito de passagem, de um menino africano para tornar-se guerreiro, é o mote deste livro que traz a beleza do lado mais humano do homem, a vida. Com o uso exclusivo do preto em traços intensos, texto e imagens colaboram para envolvimento do leitor.”


Clube do Chaves aumenta audiência do SBT em 70% durante a tarde

Emissora retomou seriado mexicano após ter reduzido sua frequência em 2016


Provando que reduzir sua frequência de exibição em 2016 foi um erro, o SBT viu um aumento de 70 % no seu público durante a tarde ao introduzir o bloco Clube do Chaves, que transmite Chaves, Chapolin e Dr. Chapatin no horário anteriormente ocupado pelo programa Fofocando. A informação é da Folha.

Exibido entre 2001 e 2002 na grade do canal, o programa é uma releitura do "Programa Chespirito", exibido no México entre 1970 e 1973 e 1980 e 1995, onde o SBT junta os personagens clássicos do humorista em uma exibição.

Fonte: Omelete

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Ridley Scott lembra Batman vs Superman - A Origem da Justiça ao criticar filmes de super-heróis Ridley Scott lembra Batman vs Superman - A Origem da Justiça ao criticar filmes de super-heróis


Ridley Scott nunca fará filme de super-herói. Muito embora já tenha feito um — parecido. E rejeitado convites para fazer alguns outros, legítimos. Em entrevista ao Digital Spy, o cineasta veterano de Alien, o Oitavo Passageiro revelou que não gosta de filmes assim. E, via indireta, dissse que Batman vs Superman - A Origem da Justiça é ruim.

"Filmes de super-heróis não são o meu tipo. Por isso que eu nunca fiz um. Eu fui convidado várias vezes, mas não consigo acreditar na linha tênue da situação dos super-heróis", disse Scott, que depois revelou o seu filme que, de certa forma, se encaixa no subgênero.


"Eu já fiz esse tipo de filme – Blade Runner é como uma história em quadrinhos, se você parar pra pensar. É uma história obscura contada num mundo irreal. Você quase conseguiria colocar o Batman ou o Superman naquele mundo, naquela atmosfera, com A exceção de que eu teria uma história boa pra cacete, ao contrário de nenhuma história”, disparou.

Porém, Ridley Scott admitiu que o problema nao se restringe aos universos cinematográficos de Marvel, DC e afins. Para ele, o cinema como um todo vai mal. Por isso, ele demonstra preocupação porseus projetos futuros. "Quero seguir fazendo cinema e espero que isso não afete aqueles que querem continuar fazendo filmes inteligentes".

Alien: Covenant, novo filme da franquia Prometheus, é o próximo trabalho de Ridley Scott. Sua estreia acontece no dia 11 de maio de 2017.

Fonte: AdoroCinema
 

sábado, 7 de janeiro de 2017

Doutor Estranho é confirmado em Thor: Ragnarok


Quem viu Doutor Estranho já sabia e quem ainda não viu fica sabendo agora: Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) vai ajudar bastante Thor (Chris Hemsworth) em Thor: Ragnarok. A Disney publicou no site D23 uma lista das coisas que os fãs aguardam ansiosamente em 2017 e um dos itens é justamente Thor 3. A descrição do filme na página diz:

"Chegando em novembro, Thor: Ragnarok reúne Thor, Hulk e Doutor Estranho contra vilões intergalácticos já conhecidos e novos."
A produção dirigida por Taika Waititi já havia sido definida por Mark Ruffalo como um "filme de amigos na estrada", mas até então apenas o verde e o nórdico eram considerados os tais parceiros principais. Com o anúncio fresquinho da importância da participação do Doutor Estranho no longa, é bom alguém lembrar de colocar bastante chá na mala...

Fonte: AdoroCinema