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domingo, 30 de julho de 2017

Saiba por que nunca é cedo para pensar na aposentadoria


Invista seu FGTS no futuro e viva a melhor idade com tranquilidade
Quanto antes investir em aposentadoria, mas tempo terá para desfrutar a tão sonhada independência financeira
Se você está entre os milhões de brasileiros que sacaram o saldo de contas inativas do FGTS, lembre-se de que nunca é cedo para pensar na aposentadoria e sempre vale a pena investir no futuro. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, é válido começar a poupar para a aposentadoria em qualquer idade, mas quanto antes fizer o investimento, mais tempo terá para desfrutar a tão sonhada independência financeira:
— Algo que muitos pais fazem é investir para o futuro dos filhos desde a infância; até mesmo uma criança pode ter uma previdência privada.
Mas por que optar por um sistema privado? Segundo o especialista em Finanças Pessoais e Previdenciárias, Renato Follador, a diferença entre previdência social e privada está nos juros.
— Do total do patrimônio acumulado na previdência privada depois de 35 anos de contribuição, 5% vieram de incentivo tributário, 26% da contribuição mensal que sai do nosso bolso e incríveis 69% dos juros. Quem decide fazer um plano aos 25 anos para se aposentar com R$ 3 mil aos 65 anos precisa contribuir com R$ 275 mensais. Já quem começa a contribuir aos 35 anos para a mesma aposentadoria na mesma idade, vai precisar de R$ 550 mensais, ou seja, o dobro. Portanto, quanto antes começar melhor. Quando me perguntam com que idade, respondo: quando nasce.
A reforma na Previdência é inevitável, portanto, segundo Reinaldo Domingos, investir no futuro deve ser uma preocupação de todos.
— A aposentadoria pela Previdência Social é um importante direito do trabalhador brasileiro, porém não é o suficiente para manter o padrão de vida. Atualmente, mais de um terço dos aposentados continuam trabalhando, sendo que para a maioria o benefício não é suficiente para pagar as contas, de acordo com recente pesquisa da SPC Brasil.
O consultor Renato Follador garante que o investimento na previdência privada cabe em qualquer bolso:
— Hoje, é possível investir em previdência privada a partir de R$ 50 por mês. O preço de um jantar, balada ou comprinha. Ao combinar o valor baixo com o tempo longo de aplicação, teremos uma ótima poupança previdenciária na hora que não pudermos ou não quisermos mais trabalhar.
Ele alerta sobre o risco de deixar o FGTS parado e reforça a diferença entre poupar e investir:
—  O pior lugar para deixar dinheiro do FGTS é no FGTS. Quem tem direito ao saque deve fazê-lo imediatamente. Poupar é não gastar e investir é aplicar no mercado o que não se gastou. Não basta poupar. Imagine se o dinheiro que sobrasse fosse deixado no guarda-roupa por 10 anos. Quanta perda você teria só por causa da inflação que corrói o poder aquisitivo da moeda.
Quando o assunto é aposentadoria, o presidente da Abefin costuma recomendar fundos conservadores.
— Por se tratar de um objetivo de longo prazo (a ser conquistado após 10 anos) ou médio prazo (entre um e 10 anos), o ideal é colocar em investimentos adequados para o período, como Previdência Privada ou Títulos do Tesouro Direto. No primeiro caso, o investimento mínimo costuma partir de R$ 100 mensais e no segundo caso, a partir de R$ 40 em média, já que o investidor pode comprar frações de um título. Além de Previdência Privada e dos Títulos do Tesouro Direto, também são válidos CDB, LCI e LCA.
Curto, médio ou longo prazo?
Para o consultor Renato Follador, é essencial pensar se você deseja fazer um investimento para curto, médio ou longo prazo. Um planejamento equivocado pode comprometer o lucro:
— Curto prazo é de até dois anos e devemos investir dinheiro de que necessitamos liquidez, ou seja, do qual podemos precisar a qualquer hora. Para uma emergência, como ficar desempregado, para atender a um impulso, como comprar um eletrônico, evitando que o financiemos a juros absurdos. Fundos DI ou LFTs são o destino desse dinheiro. Já o médio prazo é entre dois e sete anos. Seria o dinheiro para comprar uma casa, um carro novo, uma viagem ao exterior e o destino deve ser NTN-Bs, CDBs de bancos sólidos, Fundos de Investimento Imobiliário e Fundos Multimercado. Já longo prazo, significa mais de sete anos. É um dinheiro que não vamos precisar, nem podemos mexer, em nenhuma situação além daquela para a que foi canalizado, como uma previdência privada para a aposentadoria. E ela deve ter investimentos em fundos de ações.

Fonte: R7