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sábado, 22 de julho de 2017

Você conhece o BLW ou Baby Led Weaning?

O método que estimula a criança pode ser muito benéfico para seu desenvolvimento motor


por NAYANI REAL

Você conhece o BLW? Baby Led Weaning é a sigla comumente traduzida para “desmame guiado pelo bebê”. Apesar das dúvidas, o método conquistou muitas mamães por aí por ser benéfico à criança.

Como funciona

Basicamente, a introdução alimentar gradual se dá a partir da seleção de alimentos que atendam todas as categorias nutricionais necessárias do pequeno. Cabe aos pais escolherem o que será ofertado ao bebê. Sentado no cadeirão, a criança deve ter autonomia para escolher as opções à sua frente. A dica é guiar-se pelo tamanho da mãozinha da criança: o alimento deve caber em sua palma.

Não se descuide: apesar de dar-lhe a opção de escolha, o bebê precisa estar sempre sob vigilância.

Qual a hora certa?

Segundo a nutricionista Fernanda Braga, com aproximadamente 6 meses, a criança está pronta para receber alimentos complementares, mas é necessário observar alguns critérios que definem a possibilidade de introdução do método. Antes de mais nada, a criança deve ser capaz de se sentar sozinha. Além disso, observe: ela leva objetos à boca com precisão? Imita movimento de mastigação e demonstra interesse pelas refeições dos adultos, tentando pegá-las?

Se as respostas forem positivas, está liberado. Caso contrário, a falta de controle sobre o alimento indica que a criança pode até engasgar. “Se os pais derem a comida para o pequeno, o método deixa de ser o BLW. Caso a criança ainda não sente, a família pode optar por esperar ou iniciar outro método”, explica Fernanda.

Baby Led Weaning: do leite às comidas sólidas

A dieta até um ano de idade tem no leite a principal fonte de nutrientes. “Não tem problema se o bebê não comer logo de cara porque o método é antes uma exploração sensorial do que a base alimentar”, comenta a profissional.

No método tradicional a mãe determina o quanto o bebê come pois a oferta parte dela – e nem sempre ele está com fome, o que pode frustrá-la. Com o BLW ele aprende a regular sua fome e saciedade, o que pode gerar uma consciência útil quando ele crescer.

“Essa história de raspar o prato é furada: come quando tiver fome e apenas o necessário para saciá-la. É preciso ter paciência e saber que nem todos os pequeninos vão comer o que lhes é oferecido. Ao mesmo tempo, alguns pegam a comida e levam direto à boca”, arremata a nutricionista.

Quais são os benefícios do BLW?

A liberdade frente a própria alimentação e os estímulos sensoriais consequentes levam o pequeno a ter contato com cores, texturas, formas, sabores e aromas – o que pode, inclusive, encorajar a provar novos alimentos a longo prazo.

Além disso, o desenvolvimento motor é estimulado, auxiliando a criança a fortalecer as coordenações visuais, habilidades oro-faciais (que têm a ver com a mastigação) e a percepção espacial. “Meu filho, por exemplo, com um ano já comia sozinho com garfo”, conta Fernanda.

Os sentimentos de inclusão e pertencimento são assimilados por meio das refeições em família e podem estreitar os laços. Entre as desvantagens, a nutricionista cita apenas a sujeira. Mas que mal tem, não é mesmo? Criança tem que se sujar e descobrir!

Fonte: Blog Tricae